Frame by Frame TV Vikings

Vikings – 5×12 – Murder Most Foul

Vikings 5x12

PODE CONTER SPOILERS DE VIKINGS!

Depois do episódio minimamente decente da semana passada, Vikings está de volta para dar continuidade a esta teia de intrigas que não desenvolve.

Sim, já deu para perceber que não pudemos contar com muito mais de Vikings. Todos esperávamos que esta quinta temporada fosse uma levada de ar fresco numa série que outrora atingiu o topo, mas continuam a insistir em cadeias de intrigas melodramáticas que se parecem com uma autêntica novela.

Mas, vamos por partes…

Em Kattegat, Ivar “The Boneless” (Alex Hogh Andersen) tomou Freydis como sua esposa, o que veio a trazer uma nova maníaca para a história e como o bom ditado português diz: “só se estraga uma casa”. Mas então, o que vem a adicionar de novo? Freydis (Alicia Agneson) surgiu do nada, sem qualquer background e não é, de todo, nada de interessante. Simplesmente surge como aliciante de Ivar para lhe dizer as coisas que este quer ouvir. Freydis põe Ivar num pedestal, como uma verdadeiro Deus e limita-se a satisfazê-lo com palavras. Contudo, Freydis promete filhos a Ivar mesmo que ele não possa satisfazer a vontade da donzela, ainda assim Freydis é esperta e um suposto filho de Ivar aparece em contexto, o que poderá implicar uma certa disputa ao que é na verdade, o legitimo trono de Kattegat.

De Kattegat, saímos para a Islândia e a pergunta é a seguinte: porque é que ainda insistem? Esta viagem de Floki (Gustaf Skarsgard) está tão fora de mapa e de cena, que não se percebe qual o propósito e a conclusão que vai sair daqui. Como sempre, não chegamos a lado nenhum. Confesso que Floky foi uma perda gigante nesta história. Uma personagem tão carismática como a que…. trouxe para a série, aparece completamente fora de contexto.

Vikings 5x12

Voltamos os nossos olhos para a Inglaterra com a chegada de Bishop Heahmund e a sua “comitiva”. Não sou fã desta personagem, ou pelo menos da escolha para a interpretação do papel.  Jonathan Rhys Meyers trouxe para Vikings um guerreiro feroz e um homem de Deus (que não se assume, de todo, como tal) mas que é de facto, um quebra-cabeças. Esta personagem forçada, com discursos verdadeiramente eloquentes, não enche as medidas.

Ainda assim, as intrigas que se desenvolvem em torno do Bishop Heahmund tornam-se minimamente interessantes … (“Graças a Deus”). Para além das discussões com Alfred (Fredia Walsh-Peelo) e Aethelred (Darrin Cahill), sobre de que lado Heahmund realmente está, depara-mo-nos com uma situação arrojada entre Heahmund e o seu substituto como Bispo do rei.

Depois de ter sido descoberto com Lagertha (Katheryn Winnick), por intermédio de um espião (que apareceu do nada) desenvolve-se uma luta de forças entres estes dois bispos, proveniente de uma autêntica cena de novela. Hirst teve no seu direito, quis criar uma cena à antiga, cheia de sangue, violência dramática com imensa intensidade, lamento, mas não. Podia ter perfeitamente desenvolvido o enredo desta história causando algum impacto na série. Em vez disso, mais uma vez, tentou-se o melhor e mostra-se o pior. Porquê logo assim tão repentino este confronto? Acho desnecessário e absolutamente forçado. Deixando uma personagem como era Lagertha ofuscada por outras, como Heahmund, que se esforçam demasiado por causar impacto.

Também Bjorn (Alexander Ludwig) continua nas suas conquistas intensas, um verdadeiro galã das senhoras. Longa é a lista das conquistas de Bjorn Ironside e agora é a vez de Elsewith (Roisin Murphy), futura noiva em “desenvolvimento” de Alfred Elsewith que vê Bjorn e fica imediatamente curiosa e impotente para resistir ao seu olhar. Rapidamente encontra o caminho para os seus aposentos e… pronto, o resto já sabem.

Vikings 5x12

Ainda assim, cal me old fashioned, mas não há aquela faísca e romance entre os dois, que deixa qualquer espetador interessado. Está claro que Alfred e Bjorn não se encontram em bons termos e possivelmente a história entre os dois não irá acabar da melhor maneira, mas acho que este novo romance de Bjorn não iria acrescentar quase nada à história, mais uma cena de novela.

Bjorn (…) é outra personagem que não desenvolve, limita-se a existir na série, pelo menos nesta segunda parte da temporada.

Em todo caso, temos Alfred a tentar convencer Ubbe (Jordan Patrick Smith) a tornar-se cristão, para que Alfred possa, mais facilmente, apoiar e dar aos vikings a terra que Ecbert prometeu a eles.

Regressamos a Kattegat, Ivar está convencido que Margrethe (Ida Nielsen) é louca e que quer assassiná-lo para ficar com o trono para si, ainda para mais agora que tem do seu lado o apoio de Hvitserk (Marco Ilso). Então, para surpresa de ninguém, Ivar envia assassinos destinados a eliminar Margrethe, em várias tentativas abusadas. Margrethe sempre foi uma personagem interessante, no universo de Vikings. Depois de escrava sexual dos filhos de Ragnar e amante abandonada de Ubbe, Margrethe saí agora de cena, de uma forma brutal e cruel, deixando o cenário entre Hvitserk e Ivar, ainda mais perigoso.

Portanto, voltamos ao mesmo: argumento desorganizado, histórias de personagens rápidas e banais, não estamos, de todo, no Universo de Vikings. Hirst não parece notar no novo rumo que a série está a levar insistindo numa construção de enredo fácil e sem qualquer tipo de emoção, quase a roçar uma “soap opera” do que propriamente, a grandiosa história de Vikings, outrora grande, sem dúvida.

Isto não se trata só de um problema desde a partida de Ragnar, mas sim da constante preocupação em apresentar personagens desinteressantes, sem conteúdo, que se tornam intoleráveis.

Vikings perdeu o rumo, ou pelo menos… a sua essência.

Podem ler o nosso Frame By Frame anterior de Vikings aqui.

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Vikings continua a diminuir em termos de qualidade e este episódio só serve de prova desse decréscimo.

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