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The Good Doctor – Midseason Finale – 2ª Temporada

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PODE CONTER SPOILERS!

The Good Doctor revelou-se uma das melhores estreias de 2017, por isso, dizer agora que a segunda temporada está a deixar bastante a desejar é minimamente torturante. As aventuras do Dr. Shaun Murphy (Freddie Highmore) continuam a ser uma maravilhosa delicia, mas os enredos que o rodeiam deixam muito a desejar.

O melhor

Freddie Highmore é, novamente, um dos maiores pontos positivos da série. O seu Shaun é cada vez mais surpreende e Highmore superou com nota máxima todos os desafios que lhe foram apresentados esta temporada. O brilhante médico cirurgião continua a lutar contra o preconceito e as variadas dificuldades que as interacções sociais lhe impõem de forma divertida e emocionante, sendo que Highmore se entrega ao papel de maneira electrizante.

Dr. Marcus Andrews (Hill Harper) se afirma como o vilão da série no seu novo papel de diretor do hospital. A sua ambição não tem limites e, apesar de por vezes nos conseguirmos relacionar com as suas dúvidas e dramas, é impossível não nos colocarmos contras as suas atitudes extremistas e rigorosas.

Os dois médicos apresentados na segunda metade da 1ª temporada – Dr. Morgan Reznick (Fiona Gubelmann) e Dr. Alex Park (Will Yun Lee) – foram uma abençoada adição ao elenco. Complexos e interessantes, esta dupla tornou ainda mais fácil a saída de Dr. Jared Kalu (Chuku Modu) e ofereceu à série uma nova dinâmica.

Dr. Claire Browne (Antonia Thomas), que continua o seu papel de conselheira de Shaun, começou bem a temporada mostrando um lado mais decidido e lutador. O choque que teve com Dr. Neil Melendez (Nicholas Gonzalez) e a sua recusa em desistir das suas convicções foram um dos pontos altos  dos últimos 10 episódios, provando que podemos manter os nossos valores e lutar por aquilo que queremos.

O Pior

Apesar da relação entre Shau e o seu protetor, Dr. Aaron Glassman (Richard Schiff), ter sido uma das mais interessantes e acarinhadas durante a primeira temporada, rapidamente passou para segundo plano devido à doença do antigo diretor. Por muito interessante que a sua história e a maneira com o Shaun lida com a situação sejam, em nada acrescentam à série, tornando-se aborrecidos e retiram a atenção do enredo principal.

Também Melendez perdeu a sua magia inicial. Na primeira temporada foi apresentado como o próximo guia de Shaun, como alguém que o poderia ensinar, mas que também poderia aprender com ele. Contudo, nesta primeira metade da temporada, perdemos um pouco da magia dessa dupla. 

A relação surpreendente entre Melendez e Dr. Audrey Lim (Christina Chang) foi uma mancha negra no midseason finale. Breve, mas inexplicável, a falta de química entre os dois atores e personagens leva-nos a pedir que os argumentistas não levam o romance entre os dois para a frente.

Depois de uma primeira temporada tão cativante e emocionante, foi difícil não ficar desiludida com este regresso. Talvez as expectativas que tinha colocado nesta série fossem demasiado altas, mas a verdade é que The Good Doctor é o culpado desses pensamentos. Só posso esperar que a segunda metade da temporada prove o quão errada estou.

Leiam a nossa Mini-Review anterior de The Good Doctor aqui.

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