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Supergirl – 4×08 – Bunker Hill

PODE CONTER SPOILERS DE SUPERGIRL!!!

Para todos os efeitos e circunstâncias – e retirando o crossover Elseworlds, que começa já para a semana que vem – este episódio de Supergirl serviu mais como uma midseason finale. E Bunker Hill – novamente realizado por Kevin Smith – serve esses propósitos, encerrando alguns assuntos pendentes, ao mesmo tempo que deixa um rasto de migalhas sobre o que reserva o futuro da temporada.

Neste episódio, a caça a Ben Lockwood (Sam Witwer), desta feita com Manchester Black (David Ajala) mesmo no seu encalço. Entretanto, Nia (Nicole Maines) continua a ser assombrada pelo seu problema de sono, que pode ter outras origens mais estranhas do que aparenta.

Supergirl 4x08

Nia Nal tem sido uma faca de dois gumes desde a sua introdução na temporada. Por um lado, mal podíamos esperar para ver o seu lado heróico a surgir aos poucos; mas por outro, a personagem começou bem mas foi caindo para o pano de fundo aos poucos e poucos. Embora o episódio anterior tenha dado algumas dicas necessárias, pouco ou nada introduziram que fosse de novo.

Felizmente, este episódio retificou essa tendência ao apresentar-nos às origens de Nia, os seus poderes misteriosos e a aparente relação entre ela e Brainy (Jesse Rath). Não tivemos direito a momentos estrondosos, claro, mas sempre deu para elucidar sobre a personagem e do que ela poderá oferecer durante o resto da temporada (eventualmente levando ao momento em que se tornará na Dreamer).

Supergirl 4x08

Entretanto, Ben e Manchester finalmente têm o seu tête-à-tête, e o resultado pode ser considerando misto. Por um lado, as cenas entre os dois homens tinha um certo nível de intensidade que nos pregou aos nossos sofás; por outro, parece que tudo isto foi executado de forma quase automatizada. E parte dessa culpa deve-se à forma como Manchester Black tem sido interpretado por Ajala durante semanas. Há personagens vingativas em séries, mas ao menos possuem uma personalidade vincada e que as tornam magnetizantes. O mesmo não se aplica a este britânico: embora tenha mostrado um lado que nos permitiu criar empatia com o seu conflito interno, depressa foi regredindo até se tornar num homem que só conhece dor e que não tem receio de o repetir as vezes necessárias.

Embora alguns problemas da temporada tenham sido resolvido, o episódio também não tem receio de alterar o status quo para o seu regresso em Janeiro. E isso está claramente visto na forma como o mundo de Supergirl vira do avesso devido a uma escolha que irá lembrar um pouco o Civil War da Marvel (o evento das bandas desenhadas, não o filme de Captain America!) Uma escolha que trará consequências para a personagem titular, com certeza, mas também abre novas possibilidades para explorar. E considerando que a temporada iria adaptar livremente a narrativa do Red Son, quem sabe o que poderemos esperar.

Apesar de este ser o midseason finale da quarta temporada, este episódio encerrou com um tease de Elseworlds que, quanto mais, servirá meramente para adoçar a boca para o que irá acontecer na próxima semana!

Podem ler o Frame By Frame anterior de Supergirl aqui.

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Para todos os efeitos e circunstâncias, este episódio de Supergirl serve de midseason finale da temporada, não só com a resolução de alguns eventos, como também da abertura de algumas janelas de oportunidade.

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