American Horror Story Frame by Frame TV

American Horror Story: Apocalypse – 8×10 – Apocalypse Then

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PODE CONTER SPOILERS!

Uma temporada para o fãs. Acho que é assim que deveríamos apelidar American Horror Story: Apocalypse. As expectativas era imensas quando começamos a saber informações do que iria acontecer este ano: um crossover entre Murder House e Coven, duas das temporadas favoritas dos fãs, principalmente por termos agora o regresso de personagens tão queridas.

Quando tudo começou, confesso que fiquei agradavelmente surpreendido. Novas personagens interessantes e uma história que parecia cheia de potencial, que depressa se transformou num Coven 2. E não digo isto de forma depreciativa, de todo. Quando no final do capítulo 3, Forbidden Fruit (podem ler aqui o Frame by Frame) aconteceu aquele twist incrível, onde mataram grande parte das personagens e as bruxas chegaram para enfrentar o Anticristo, rapidamente percebi que poderiamos estar perante uma das melhores temporadas da série.

À medida que os episódios foram avançando, a qualidade manteve-se, até chegarmos ao capítulo da Murder House (leiam aqui o Frame by Frame), onde fizemos um regresso ao passado que conquistou o público em geral. Acho que aqui a fasquia ficou tão alta, que o medo da maneira como iriam avançar com a narrativa me assustava todas as semanas. E o inevitável aconteceu. Deram demasiada foco ao passado, aos flashbacks e o resultado do final foi só morno. Bom, mas aquém daquilo que esperaríamos.

Vamos lá por partes agora sobre o fim deste Apocalypse. No começo, ainda vemos a maneira como Myrtle (Frances Conroy), Madison (Emma Roberts) e Cordelia (Sarah Paulson) escaparam do fim do mundo e como tudo aconteceu para chegarmos ao momento presente, onde elas ressuscitam as outras bruxas e encontram Michael Langdon (Cody Fern) no Posto 3. E aqui somos brindados com uma surpresa que não estavamos à espera: Marie Laveau (Angela Bassett), voltou dos mortos para matar Dinah (Adina Porter), a traidora de serviço.

Este, tal como outros regressos que aconteceram durante este ano, não acrescentou nada à história e serviu apenas como fan service. A malta fica histérica e esquece os possíveis erros que acontecem. Comigo quase resultou.

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Toda a sequência no bunker, do confronto entre o filho do Satanás e as bruxas, teve momentos realmente bons, como terem morto Meade (Kathy Bates) e Madison ter usado o seu braço em forma de arma para “matar” o rapaz. Isto serviu para dar tempo às outras de se esconderem e Mallory (Billie Lourd) tentar voltar atrás no tempo. Depois de sermos surpreendidos com o ex-namorado de Coco, que por ali andava perdido e este esfaquear a rapariga, só havia uma maneira de resolver tudo.

Para uma Suprema emergir, a outra tem de falecer. E é isso que acontece. Cordelia sacrifica-se pelo seu clã e mata-se em frente ao Anticristo, o que possibilita que a outra jovem consiga ter força para realizar o feitiço da viagem temporal. E é aqui que se dividem as opiniões. Esperamos tanto tempo por este momento, para depois vermos aquela figura demoníaca morrer atropelada. Assim. Tão simples quanto isso. Entendo perfeitamente que faça sentido, ele era ainda um miúdo naquela altura, sem poderes, frágil, portanto é plausível morrer desta maneira, mas era preciso mais. Queriamos feitiços por todo o lado, explosões, uma batalha digna do Harry Potter e não tivemos isso.

Como se isso não bastasse, Mallory ainda decide manter-se no ano de 2015, sabendo tudo o que aconteceu, ao contrário de todas as outras personagens. Naquele tempo, a Suprema ainda estava viva, Zoe (Taissa Farmiga) e Queenie (Gabourey Sidibe) também, Misty (Lily Rabe) é trazida do inferno e Madison continua lá. E aqui a reacao é mesmo “Tipo, a sério?”. Aquela personagem que teve a melhor evolução na temporada, que tanto fez pelo grupo e continua presa no inferno pessoal “mais um tempo”. Mallory, tira por favor a minha bruxa de lá e rápido! Ah! Para não falar que tudo do que aconteceu a partir daqui não aconteceu realmente certo? Os acontecimentos na Murder House, inclusivé alguns coisas envolvendo Queenie na temporada Hotel simplesmente não existiram. Vou tentar não pensar muito nisto.

E depois os últimos 5 minutos que me deixaram também um bocado sem saber o que pensar. Ok, fiquei contente por se terem lembrado do casal teen Timothy (Kyle Allen) e Emily (Ash Santos), mas tanto trabalho, tanta coisa que fizeram para destruir o Anticristo e ele acaba por voltar de uma maneira ou de outra. Vivíamos tão bem sem estes minutos…

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Isto são apenas alguns factos, o que não quer dizer que, no geral, não tenha sido uma boa temporada. Pelo contrário, foi mesmo. Está talvez no meu top 3, por diversos motivos. O carisma de Cody Fern é enorme e conquistou-me desde o primeiro momento, conseguindo com que não odiasse o pequeno demónio; Billie Lourd também me surpreendeu com a sua bruxa e gostava de ter visto mais dela; o regresso de Jessica Lange foi um presente tão bom, tão bom, que só me apetece repetir as cenas dela em loop. Maravilhosa!; Evan Peters com 4 personagens continua a mostrar a sua versatilidade e qualidade enquanto ator, assim como foi bom voltar a ver Farmiga, Conroy, Emma Roberts.

Contudo, quem tenho de destacar são Kathy Bates e Sarah Paulson. A primeira teve mais uma personagem incrível, tanto enquanto humana como robô, enquanto a segunda, com 3 personagens, mostra o porquê de ser a verdadeira suprema. Só me apetece aplaudir esta mulher sempre que ela entra em cena.

Este ano, American Horror Story foi deliciosa de assistir, divertida e empolgante, mas pecou por ter-se perdido um pouco no seu foco nos episódios finais. Do apocalipse vimos tão pouco que não deveria ser esse o nome da temporada, mas talvez Anticristo. Podia ter sido perfeita, mas perdeu-se no meio de tanta coisa que quis fazer. Ainda assim, é sempre um gosto ver este mundo tão cativante que Ryan Murphy nos trouxe e mal posso esperar para saber o que irão fazer no próximo ano. Até lá!

Podem ler o nosso Frame By Frame anterior aqui.

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Este ano, American Horror Story foi deliciosa de assistir, divertida e empolgante, mas pecou por ter-se perdido um pouco no seu foco nos episódios finais. Do apocalipse vimos tão pouco que não deveria ser esse o nome da temporada, mas talvez Anticristo.

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