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Supergirl – 4×04 – Ahimsa

Supergirl 4x04

CONTÉM SPOILERS!!!

Após a pequena paragem no episódio da semana – que nos permitiu explorar um pouco mais sobre Ben Lockwood, a.k.aAgent Liberty (Sam Witwer), eis que Supergirl voltou à sua fórmula já familiar.

Com a atmosfera terrestre carregada de Kryptonite, Kara (Melissa Benoist) fica confinada a uma armadura (ou um cosplay de um dos membros dos Daft Punk, como é dito no episódio), deixado o peso de mais ataques domésticos nas mãos de uma Alex (Chyler Leigh) cada vez menos convencida do seu novo posto; Lena (Katie McGrath) e Brainy (Jesse Rath) juntam forças para tentar repor a atmosfera do planeta; James (Mehcad Brooks) começa a reconsiderar utilizar o seu alter-ego, ainda que enfrente duras consequências; J’onn (David Harewood) resume a sua busca por Fiona (Tiya Sircar), desta vez acompanhado pelo noivo dela, Manchester Black (David Ajala).

Supergirl 4x04

Com Supergirl em baixa (como quem diz), o resto do episódio foi suportado pelo seu elenco secundário. E, como já seria de esperar, há personagens que possuem material para usufruir, enquanto outros simplesmente tiveram de contentar-se com os “restos”. O drama pessoa de Alex Danvers é um dos pontos fortes do episódio. A personagem tem sofrido uma evolução constante a partir da segunda temporada (graças a um subplot que não deixa ninguém fica indiferente). Os desafios desta temporada como a nova Diretora da DEO podem não ter o mesmo impacto que outros subplots anteriores, claro; no entanto, apresenta todo um leque de desafios para Leigh conseguir explorar. E francamente, até que não sai assim tão mal, deixando a sua faceta de líder de lado e focando-se na mulher por debaixo de todas as burocracias e regras.

Supergirl 4x04

Confesso-vos que o enredo de J’onn à procura de uma alienígena que mal conhecemos não é exatamente algo que me tenha suscitado um grande interesse. Felizmente, este enredo leva com o benefício de nos apresentar à versão da Arrowverse de Manchester Black. Este não é exatamente um personagem bastante conhecido para quem acompanha os trabalhos da DC Comics no cinema ou televisão, daí de Ajala não se basear em versões pré-existentes do personagem e tornando este britânico na sua própria versão. Um homem que não teme em sujar as mãos quando preciso ou utilizado outros métodos para obter a informação que procura. Ainda tenho reservas quanto ao que lhe reserva no futuro, dado o desfecho deste enredo e que o irá empurrar para métodos mais violentos.

Mas como tinha dito anteriormente, nem todos os personagens ganham o destaque merecido. Tal é o caso da entreajuda entre Brainy e Lena. Por um lado, temos uma cena emocional executada por Rath e suportada por McGrath. Portanto, não faz o sentido quebrarem esta parelha logo de imediato. Outro caso é o James, que parece que está à procura de mais um pretexto para voltar a usar o manto de Guardian, manto esse que já provou, mais do que uma vez, não trazer os resultados desejados (ainda que traga algum material interessante de vez em quando). Portanto, é de exasperar vermos o personagem a voltar a usar o fato, apesar das várias vozes do contrário, e ter de arcar com as consequências que certamente irão ser exploradas a fundo no futuro e que vão colocar James numa posição mais vulnerável (detestamos dizer I told you so, mas…).

E nem comecemos com os irmãos Graves! Desde que foram introduzidos que estes dois antagonistas têm deixado muito a desejar (e muito graças à sua troca de diálogos desinspirada, na falta de melhor termo), portanto vermos o assunto resolvido assim de repente e sem quaisquer tipo de cerimónias retira quaisquer hipóteses de serem melhor desenvolvidos. Quiçá, podem estar a tramar outra coisa, mas não deixa de ser uma conclusão estranha para uma dupla estranha.

Mas a ameaça de Agent Liberty está longe de terminar, e com o vilão a recorrer a métodos mais desumanos, parece que os problemas ainda não acabaram. E também, o que se passa com Kara “Red Daughter”?

Podem ler o nosso Frame By Frame anterior de Supergirl aqui.

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Depois da paragem do episódio anterior, Supergirl regressa ao que sabe fazer melhor: focar-se em personagens que precisam de ser melhor trabalhadas.

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