Frame by Frame The Gifted TV

The Gifted – 2×05 – afterMath

CONTÉM SPOILERS!!!

Já é certo e sabido que esta segunda temporada de The Gifted tem sido uma fonte de desilusões nos primeiros episódios. No entanto, o episódio anterior conseguiu apresentar algumas melhorias e identidade pela qual a primeira temporada ficou conhecida.

Decorrendo logo de imediato após os eventos do episódio anterior, os membros da Inner Circle tentam trazer a sua nova membro, Rebecca (Anjelica Bette Fellini) para a misteriosa operação de Reeva; enquanto isso, os membros da Mutant Underground tentam fazer todos os possíveis e impossíveis para salvar os sobreviventes da fuga do hospital psiquiátrico.

The Gifted 2x05

Pode-se descrever afterMath como um episódio do género “filler”, em que parece que ação não está presente (pelo menos, a ação a que nos habituámos em The Gifted desde a sua estreia). Isto permitiu-nos parar, respirar e centrar nas duas fações e na forma de como estes lidam após os eventos no episódio anterior.

Para começar, a ausência de Grace Byers e da sua Reeva pouco convincente ajuda na melhoria nas cenas que passam normalmente na Inner Circle. Isto permitiu que algumas personagens pudessem ter o destaque merecido, mas entre Lorna (Emma Dumont), as irmãs Frost (Skyler Samuels) e Andy (Percy Hynes White), é este que triunfa neste segmento do episódios. As cenas de Hynes White têm sido, na falta de melhor termo, hit or miss. Daí de a sua parelha com a nova mutante, Rebecca, ser alvo de largos elogios. É bom ver o personagem a ter uma onda mais soft do que o habitual. E isso espelha-se na sua química que partilha com Fellini ao longo do episódio.

The Gifted 2x05

Enquanto isso, a Mutant Underground esteve praticamente fragmentada: enquanto Reed (Stephen Moyer) e Lauren (Natalie Alyn Lind) ficaram aparte, Caitlin (Amy Acker) e John (Blair Redford) encontraram refúgio temporário numa clínica mutant-friendly; ao mesmo tempo, Marcos (Sean Teale) e Clarice (Jamie Chung) tentam encontrar refúgio, tendo de recorrer aos Morlocks. Estas cenas não podiam ser tão díspares entre sim, mas com os seus próprios apelos. Por um lado, sabe-se bem que esta temporada não colocou Caitlin e John nas melhores posições, portanto ter os dois “presos” num só local e a tentar ajudar os feridos do episódio anterior ajuda a restabelecer uma dinâmica há muito perdida, se bem que neste caso, também existia tensão para dar e vender.

Por outro lado, pode-se dizer que o segmento com os Morlocks foram numa direção diferentes, com este momento a ser pautado por momentos mais soft, seja pela ligação entre Marcos e os sobreviventes ou a dinâmica complicada entre Clarice e Erg (Michael Luwoye), o líder dos Morlocks. Ambos tiveram o potencial, mas foram os momentos protagonizados por Clarice que se revelaram bastante sólidos, com a mutante agora dividida entre o seu dever para com a Mutant Underground – e para com John – e a promessa de uma liberdade junto de Erg e dos Morlocks. É um dilema difícil de responder e que poderá dar azo a material interessante para Chung explorar.

Mas nem tudo brilha em The Gifted, especialmente no que se toca a voltar a tocar no assunto que é Jace Turner (Coby Bell) que, ainda mais perdido do que nunca, decide juntar-se aos Purifiers. Num outro universo, este podia ser um bom material para revitalizar um personagem tão unidimensional. Infelizmente, os Purifiers não passam de um grupo radical anti-mutantes (claramente uma analogia ao hate groups que rondam nos nossos dias) e que estão desprovidos de qualquer onça de personalidade ou carisma. Princípios que podem ser aplicados ao seu líder, que é do mais unidimensional que possa existir na série até agora.

Podem ler o nosso Frame By Frame anterior de The Gifted aqui.

0 64 100 1
64%
Average Rating

Depois dos percalços dos primeiros episódios da temporada, é bom ver The Gifted dar a volta por cima, ainda que o faça a passos pequeninos.

  • 64%

Comments