Cinema Críticas

Crítica: Alien (1979)

Alien (1979)

Em 1979 estreou-se um filme que viria a revolucionar ambos os géneros de terror e ficção científica: Alien! O realizador Ridley Scott apresenta-nos com uma história arrepiante, construída de uma forma única e incrível para a época de produção. O realizador conseguiu captar os elementos certos para criar uma obra-prima, e acertou perfeitamente na arte do terror em Alien.

Nada é mais arrepiante do que o desconhecido, e é nisto mesmo que Alien se foca. O desconhecido toma o papel principal no filme e deixa as suas marcas no espectador. Trancados numa nave espacial, um grupo de cientistas tem que sobreviver enquanto uma criatura os caça ferozmente. O que torna Alien tão empolgante e arrepiante é a sensação de desespero e vulnerabilidade dos elementos da equipa. Contrariamente a Aliens, o primogénito lida com um grupo de cientistas e engenheiros, não combatentes ou soldados preparados tanto física ou psicologicamente para um encontro com um xenomorfo.

O enredo gira em torno de Ripley, interpretada por Sigourney Weaver, uma subtenente atribuída à nave USCSS Nostromo que transporta o grupo de cientistas. Sigourney tem uma prestação magnífica, cheia de emoção e adrenalina. Consegue transpôr perfeitamente os momentos de pânico vividos pela personagem e possui o carisma necessário para carregar o filme. A atriz dá vida a uma personagem icónica e totalmente badass, e uma das melhores no género! Também, em geral, o restante elenco tem uma prestação incrível, transmitindo tensão e pânico ao espectador.

Alien (1979)
Ripley e cientistas da nave USCSS Nostromo

Aliado ao enredo e ao elenco está toda uma parte técnica que é simplesmente fantástica. Alien consegue captar perfeitamente um ambiente futurista e, no entanto, claustrofóbico. A banda-sonora é incrível e original, e adiciona um elemento enigmático ao filme, tornando-o ainda mais tenso. Os efeitos especiais e a maquilhagem são fenomenais. São o que torna Alien tão aterrorizante e também o que levou o filme a arrecadar o Óscar para Melhores Efeitos Visuais no ano de 1980.

Mas Alien trata-se da tensão, do pânico, da adrenalina que sentimos quando somos caçados por algo que não conhecemos e que não vemos até ser tarde demais. É esta a arte do terror, o medo do desconhecido e do que poderá estar para além da nossa imaginação. Ridley Scott utiliza tão bem os elementos associados ao terror que nem precisa de colocar o xenomorfo em plano para o espectador começar a suar no seu lugar: em todos os 116 minutos de filme, o xenomorfo aparece apenas em 4 minutos, e só nos é apresentado na sua totalidade 1 hora após o início do filme. É disto que o terror se trata, a criação de tensão e de dúvida no espectador, e a sensação crescente de que estamos a ser observados em todo o lado por algo que não conhecemos.

Alien (1979)
Xenomorfo

A criação do xenomorfo é a cereja no topo do bolo. Ridley Scott e a equipa de produção conseguiram levar a sua imaginação e criar uma criatura aterradora e horripilante, material de pesadelos. É um monstro feroz e voraz que fica marcado para sempre em quem assiste ao filme, e que foi imortalizado no cinema.

Em suma, Alien é um filme de terror e ficção científica superior a muitos outros, e um dos pináculos do cinema de hoje. Conta com um elenco incrível e performances perfeitas, e um enredo simples mas executado na perfeição. É um filme tornado arte que deita abaixo qualquer comparação possível dos filmes atuais.

Nome: Alien – O 8.º Passageiro
Título Original: Alien
Realizador: Ridley Scott
Elenco: Sigourney WeaverTom SkerrittVeronica CartwrightHarry Dean StantonJohn HurtIan HolmYaphet Kotto
Duração:
 116 min

Trailer | Alien (1979)

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