American Horror Story Frame by Frame TV

American Horror Story: Apocalypse – 8×06 – Return to Murder House

PODE CONTER SPOILERS!

Indo ao encontro daquilo que vimos no final do episódio passado, American Horror Story traz-nos de volta a Murder House. Sim, aquela casa assombrada que nos conquistou na temporada inaugural da série. Como se a excitação com o regresso já não fosse suficiente, ainda temos a nossa Suprema, Sarah Paulson, na cadeira da realização.

E, tal como nos tem habituado com as suas performances, o seu trabalho a dirigir este capítulo é extremamente competente e bem feito, ainda que seja a sua estreia nesta área. Todos os enquadramentos, os planos utilizados, nota-se que foram bem estudados pela atriz, que soube muito bem fazer-nos sentir em casa naquele sítio que já foi tão nosso.

Madison (Emma Roberts) e Behold (Billy Porter) foram incumbidos de ir ao local de nascimento de Michael Langdon (Cody Fern), de maneira a tentar descobrir mais sobre ele e aquilo que ele realmente é. E aqui não poderiamos estar mais satisfeitos. Tudo foi bem explicado ao longo do minutos, por vários flashbacks, enquanto ouvíamos os personagens que tão bem conhecemos e estão presos na mansão, nos contarem como tudo aconteceu.

american horror story 8x06

Fern tem sido a maior surpresa do ano e, aqui, prova isso mais uma vez. A fragilidade com que interpreta aquele rapaz que não tem noção por que faz aquelas barbaridades, mas que não as consegue controlar, até ganhar plena consciência do que é capaz. É aqui que surge a sua relação com a personagem de Kathy Bates, que aparece na história como uma das seguidoras de Anton Lavey, o Papa do Satanismo.

Todas estas cenas da sua iniciação foram altamente desconfortáveis, com Michael a comer o coração de uma jovem e assumir o seu poder como Anticristo. Não podendo deixar de mencionar também o regresso surpresa de Naomi Grossman, a nossa eterna Pepper, neste núcleo.

Enquanto vemos a ascensão do rapaz, vamos acompanhando os desenlaces das personagens que vimos há 7 anos e, na altura, não tiveram o final merecido. Impossível não ficarmos tocado com o final de Moira (Frances Conroy). Finalmente esta teve aquilo que sempre desejou e a paz que não tinha naquela casa. Também Vivien (Connie Britton) assume um papel importante no futuro do seu “filho do mal” e acaba por perdoar Ben (Dylan McDermott), deixando de o evitar este tempo todo.

Este acaba por manter também uma relação próxima com Langdon, ao tentar ajudá-lo com as suas terapias. Se inicialmente parecia resultar e tinham quase uma ligação pai-filho, depressa percebeu que este não tinha salvação.

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O final que me deixa com um misto de sentimentos é do Tate (Evan Peters) e Violet (Taissa Farmiga). Ainda que seja fã do casal, não posso deixar de concordar que ele é um psicopata, ainda que tentem desculpar as suas coisas um pouco à pressa aqui neste episódio e, por isso, se calhar não merecia um final feliz. Mas como toda a gente merece uma segunda oportunidade, acredito que ele agora irá dedicar a sua eternidade apenas a fazer a amada feliz.

Obviamente e, tal como estariamos à espera, é Jessica Lange quem nos deixa absolutamente empolgados neste retorno. A sua presença enche logo a sala. O seu olhar, a sua entoação, as pausas… tudo é perfeito na sua performance. E o praticamente monólogo que tem a contar a história aos dois bruxos é forte e coesa, o que revela um trabalho maravilhoso de Ryan Murphy.

De destacar ainda a forte presença de Emma Roberts durante todo o capítulo. A evolução da sua Madison durante esta temporada está a olhos vistos e acho que isso é do agrado de todos nós. Continua a bitch que amamos, mas agora numa versão mais afetuosa. Well done! 

Foi um episódio extremamente bem conseguido, cheio de fan service mas que resulta aqui. Todos tivemos aquilo que queríamos, enquanto que assistimos às respostas de algumas perguntas que estavam na nossa cabeça acerca de tudo que envolvia o Anticristo. American Horror Story arrisca-se a ter com esta Apocalypse, a sua melhor temporada.

P.S: A única coisa a apontar é mesmo a presença de Billie Dean no episódio. Paulson já estava na cadeira da realização, não precisava de entrar com esta personagem que nada teve a acrescentar nas cenas em que apareceu. Apenas um reparo.

Podem ler o nosso Frame By Frame anterior de aqui.

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Foi um episódio extremamente bem conseguido, cheio de fan service mas que resulta aqui.  American Horror Story arrisca-se a ter com esta Apocalypse, a sua melhor temporada. 

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