Doctor Who Frame by Frame TV

Doctor Who – 11×02 – The Ghost Monument

CONTÉM SPOILERS!!!

O episódio de estreia da 11ª temporada de Doctor Who tinha muitos desafios para superar. Não só tinha de servir de verdadeira estreia de Jodie Whittaker como a 13ª Doutora (além de ser a primeira mulher a interpretar a personagem após 12 itinerações masculinas), mas também como Chris Chibnall conseguiria injetar nova vida a uma propriedade com mais de 50 anos. E para todos os efeitos, esse episódio acertou em cheio nessas missões.

Portanto, os olhos estavam postos neste segundo episódio, para ver se todas as expectativas estavam certas para esta temporada.

Começando logo de imediato após o cliffhanger do episódio anterior, a Doutora, Ryan (Tosin Cole), Yasmin (Mandip Gill) e Graham (Bradley Walsh) são resgatados de uma morte violento no frio do espaço. No entanto, este quarteto, juntamente com Epzo (Shaun Dooley) e Angstrom (Susan Lynch), veem-se numa corrida num planeta inóspito. Será que conseguirão safar-se deste novo problema?

Doctor Who 11x02

Era apenas uma questão de tempo até Doctor Who abandonar as ruas do Reino Unido e começar a explorar o espaço, agora pela vista de um quarteto que ainda estamos a conhecer aos poucos. E o planeta – apropriadamente intitulado de Desolation – serve de um bom ponto para esta nova aventura, que serve mais como uma segunda parte desta estreia, se bem com uma nova aventura.

Infelizmente, não há muita coisa que funcione nesta segunda parte. A série funciona bem quando tem o “antagonista da semana”, quer este seja sólido ou não; serve o seu propósito de criar um clima de conflito para os nossos heróis resolverem. E vemos esta ausência em The Ghost Monument, em que estamos perante uma corrida contra o tempo num planeta inóspito (ou, como foi dito pela própria Doutora, um Paris-Dakar no espaço). E é isso mesmo que o episódio se resume: a uma corrida sem nenhum tipo de conflito. O mesmo se aplica às novas personagens. Sim, tanto o odiável Epzo e a simpatizável Angstrom possuem personalidades fortes, mas as suas motivações não podiam ser tão cliché. E o facto de estarem nesta corrida por causa do excêntrico Illin (Art Malik) também não ajuda muito.

Doctor Who 11x02

Portanto, cabia aos nossos novos companions salvarem este episódio. E, novamente, não desiludiram. A química entre cada um deles é mais patente, desde o conflito contínuo entre Ryan e Graham e que poderá ter uma resolução em breve, mas também tivemos a uma espreitadela à vida privada de Yasmin, que, sejamos honestos, não gozou da mesma dedicação dos guionistas no episódio anterior que os seus colegas tiveram.

Mais uma vez, Jodie Whittaker voltou a roubar as nossas atenções. A atriz já tinha dado as provas mais do que suficientes no episódio anterior, mas este conseguiu solidificar cada vez mais os seus traços únicos. Além de ter uma personalidade excêntrica – algo a que nos habituámos dos Doutores diferentes – existe um certo nível de urgência, de calor, que Whittaker consegue trazer à sua personagem. E vimos esses traços durante a duração do episódio, desde a sobrevivência até à sua inevitável reunião com outro elemento essencial de Doctor Who.

Em suma, este é um episódio mais tradicional de Doctor Who, que volta a marcar pela diferença pela força, carisma e química sentida entre o quarteto principal, ainda que este seja um ligeiro passo atrás.

Podem ler o nosso Frame By Frame anterior de Doctor Who aqui.

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Este podia muito bem ter sido mais um episódio tradicional de Doctor Who, se não fosse pela força de Jodie Whittaker e do trio de companions.

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