Fear The Walking Dead Frame by Frame

Fear The Walking Dead – 04×16 – …I Lose Myself

i lose myself

Fear The Walking Dead termina  a sua quarta temporada com a mesma irregularidade com que a foi apresentando semana após semana. Acho que talvez tenha esgotado a expressão “altos e baixos” durante estes 16 Frame by Frame que fui apresentando na quarta temporada. I Lose Myself foi mais um desses episódios recheado de coisas boas e de coisas menos boas. Vamos a elas.

Sobre I Lose Myself (spoilers)

Sejamos francos: ninguém acreditava realmente que este grupo de sobreviventes ia até Alexandria para se juntar aos restantes. Podíamos sonhar… Afinal ainda é de graça… Mas sabíamos que não ia acontecer. Posto isto, só nos faltava perceber de que forma é que a série nos ia tirar o tapete.

Em I Lose MyselfMorgan (Lennie James) já está reunido com June (Jenna Elfman), Wendell (Daryl Mitchell), Sarah (Mo Collins), Alicia (Alycia Debnam-Carey), Luciana (Danay Garcia), Dorie (Garret Dillahunt), Victor (Colman Domingo), e Charlie (Alexa Nisenson). Portanto só falta reunir com Al (Maggie Grace) e o grupo pode seguir para Alexandria conformo nos havia sido “prometido” durante toda a segunda metade da temporada (já sabemos que não aconteceu)…

Há apenas a questão de Martha (Tonya Perkins) para resolver, mas para isso Morgan tem a sua solução tradicional: resgatá-la de si própria e convertê-la num aliado. Falha redondamente e acaba por descobrir que Martha envenenou a água que os seus amigos têm estado a beber.

O grupo está por isso doente e necessitado de um antídoto. As comunicação não estão grande coisa, por isso Morgan não lhes consegue comunicar a forma que têm de se salvar… “Que situação dramática”, como diria um conhecido…

Confrontado com a escolha de continuar a tentar salvar Martha e partir para salvar os seus amigos, Morgan toma a decisão espectável: Martha fica para trás.

Morgan chega para salvar o dia e todos partem em segurança, para encontrar Martha já transformada em walker.

O grupo decide então apoiar Morgan na súbita mudança de ideias que teve em não ir para Alexandria e ficar afinal por ali a continuar o trabalho de distribuição de mantimentos.

E foi assim, de forma curta e grossa, que terminou a temporada. A única coisa boa deste season finale é o facto de não ter nenhum cliffhanger dramático. Pelo contrário, terminou tudo relativamente bem resolvido e com terreno desbravado para a temporada 5.

A temporada: pontos positivos

A temporada teve tantas coisas boas como más. É difícil para mim dizer de caras se foi uma temporada positiva ou negativa. Acho honestamente que tivemos alguns dos melhores episódios de toda a série, mas também tivemos provavelmente os piores. Vou destacar aqueles que para mim foram os pontos mais fortes e mais fracos da temporada, e que resumem tudo.

Primeiro, tivemos a chegada de Morgan que é inegavelmente o MVP da série. Chegou de forma sólida, seguindo uma ligação sólida com The Walking Dead e que funcionou bem, porque o recém-chegado se integrou com grande química logo desde as primeiras cenas com John Dorie.

Por falar nisso… John é um personagem fantástico e é o segundo ponto positivo da série. O actor, o personagem e cada um dos seus momentos no ecrã são ouro. Por coincidência, ou talvez não, os episódios mais fracos são os que não contaram com John Dorie.

A reciclagem dos personagens a que se assistiu também foi feita de uma forma relativamente sólida. Perdemos personagens muito fortes e muito interessantes, mas a verdade é que ganhamos outros com igual interesse e a série ganhou assim uma nova frescura e uma nova roupagem.

A temporada: pontos negativos

Se olharmos para estes 16 episódios, a verdade é que têm pouco sumo. Usou-se e abusou-se dos filler episodes, a maioria deles sem qualquer sentido ou sem qualquer enriquecimento para a narrativa principal.

A repetição até à exaustão do juntar e separar do grupo, como estratégia de prolongamento das narrativas já cansa. De certeza que se conseguem formas mais criativas de fazer desenrolar a acção.

Nos momentos decisivos a série foi demasiado previsível. Desde que Jim (Aaron Stanford) apareceu que era demasiado claro que não veria o final da temporada do lado dos vivos, por exemplo. Mas o exemplo mais flagrante de todos foi o facto de ter passado a quase totalidade dos 8 episódios finais a prometer-nos uma viagem até Alexandria que nós sabíamos que não podia acontecer.

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