Cinema Críticas

Crítica: To All the Boys I’ve Loved Before (2018)

Título: A Todos os Rapazes que Amei

Título Original: To All the Boys I’ve Loved Before

Realização:  Susan Johnson

Elenco: Lana CondorNoah CentineoJanel Parrish, John Corbett, John Corbett

Duração: 99 minutos

Quando 5 cartas de amor escondidas – sem intenção de alguma vez serem descobertas, chegam aos respetivos destinatários a vida de uma adolescente muda radicalmente. Esta é uma das últimas produções originais da Netflix, baseada no best seller homónimo de Jenny Han.

O filme assenta num dos maiores clichés das comédias românticas, o do namoro falso.

A história de Lara Jean (Lana Condor) podia ser a história de qualquer adolescente que se sente invisível e diferente. A originalidade da história aqui contada é a das cartas que ela escreve de cada vez que se apaixona. Numa traquinice da irmã essas cartas que nunca planeou enviar chegam aos respetivos remetentes e paixões de Lara Jean. Um dos felizardos que as recebe é Peter Kavinsky (Noah Centineo), ela para esquecer a paixão que tem pelo namorado da irmã (que também recebe uma carta) e ele para fazer ciúmes a uma ex-namorada fazem um contrato de um namoro falso.

Claro que com o desenrolar do filme sabemos que os dois saem com os planos furados pois os sentimentos que têm um pelo outro começam a crescer. Em momentos simples e ternurentos como uma conversa da perda dos pais, em discussões de snakcs favoritos e filmes preferidos vemos o crescer desta história de amor. Lana Conor dá um brilho especial a Lara Jean o equilíbrio entre a timidez e magnetismo faz-nos torcer por ela. Também ajuda muito a química que tem com o seu parceiro de cena Noah Centineo.

To All the Boys I’ve Loved Before acerta ainda quando não centra a história só no romance teen. Existe uma dinâmica familiar explorada com delicadeza e sensibilidade que toca. A relação das três irmãs é um dos grandes pontos fortes do filme, tanto nos bons como nos maus momentos.

Por ser um filme com uma leveza, muitas vezes associada às comédias românticas, não existe a necessidade de investir em meios mais técnicos sendo tudo centrado na história que se está a contar.

Mesmo assentando em clichés, já vistos inúmeras vezes, em To All the Boys I’ve Loved Before funcionam na perfeição, existe uma suavidade e doçura que nos leva a querer mais.

Trailer – To All the Boys I’ve Loved Before

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