Better Call Saul Frame by Frame TV

Better Call Saul – 4×08 – Coushatta

Better Call Saul 4x08

CONTÉM SPOILERS!!!

Dois episódios. É praticamente isto que nos falta para encerrarmos a temporada atual de Better Call Saul, uma das raras séries televisivas que continua a manter um certo nível de consistência ao longo destes anos.

O caso jurídico contra Huell continua bem acesa, com Jimmy (Bob Odenkirk) e Kim (Rhea Seehorn) a fazerem uma aliança para tentar resolver este caso em aberto; o R&R dos trabalhadores alemães que se encontram sob a vigilância de Mike (Jonathan Banks) dá para o torto; e, após uma série de episódios ausente, voltámos a reencontrar Nacho (Michael Mando).

O enredo que liga Jimmy e Kim esteve profundamente ligado ao destino final de Huell que, caso se estejam a recordar segundo os eventos do episódio anterior, foi encarcerado e aguarda julgamento por agredir um polícia à paisana. Sem adiantar muitos detalhes sobre a operação dos dois advogados – com Jimmy a manipular provas e Kim a apresentá-las perante o tribunal – mas se mencionar o filme Miracle on 34th Street, já deixa uma vaga ideia do que estes dois estão a preparar. E ainda tivemos direito a outros passos mais geniais, usando os pontos fortes de cada um para levar a sua avante.

No entanto, este segmento também permitiu uma espreitadela à relação danificada entre Jimmy e Kim, com o primeiro cada vez mais desesperado para tentar chamar a atenção à segunda; no entanto, parece que esta “aventura” parece ter mexido profundamente com Kim, com esta a tomar uma decisão, no mínimo, chocante perto do final do episódio. Por um lado, isto pode significar mais um passo em frente para esta relação (especialmente considerando o facto de a série ter sido renovada para uma quinta temporada recentemente), mas que não deixa de dar umas dicas quanto ao seu inevitável desfecho trágico. E isso acaba por nos puxar para ver como é que Jimmy irá lidar com esta potencial alteração ao status quo.

Após insistência de Werner (Rainer Bock), Mike cede e leva os trabalhadores alemães para um clube noturno para um pouco de R&R. Por um lado, isto levou a vermos mais um pouco do bromance entre os dois lacaios de Gus (Giancarlo Esposito), inclusive uma rara instância em que Mike partilha sobre o seu “amor” para com o seu pai ausente. No entanto, copos a mais também levam a vários problemas para Mike resolver, e onde antes havia calma, regressa a tensão palpável no ar. Isto mostra que Mike pode até fraternizar com a mão-de-obra, e não nos queixamos deste confraternização – aliás, a química entre Banks e Bonk é demasiado doce para ser ignorada. Mas, como já diz o velho ditado, “amigos amigos, negócios aparte”.

Após uma sequência de episódios ausente, Nacho está de volta ao ativo e cada vez mais negro. No entanto, e apesar de continuar a demonstrar a sua lealdade para com o cartel, fica cada vez mais assente a ideia de que o gangster está mais que pronto para partir para outra. E nem é preciso ele dizer as suas intenções; Mando pode ter ficado conhecido como a personificação da insanidade que tomou a forma de Vaas Montenegro em Far Cry 3, mas com o seu Nacho, o ator é mais subtil, comunicando as suas intenções através da sua linguagem corporal, o seu suspiro.

No entanto, a chegada do misterioso Lalo Salamanca (Tony Dalton). Ainda nada se sabe sobre o personagem (e surge uma grande dúvida sobre a sua influência no arco narrativo, uma vez que apareceu mesmo perto do final da temporada), mas não deixa de ser mais uma “pedra no sapato” para muita gente em Albuquerque, Novo México. Especialmente Nacho. Resta ver o que poderemos esperar daqui para a frente.

Podem ler o nosso Frame By Frame anterior aqui.

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O mais recente episódio de Better Call Saul faz uma análise profunda às relações interpessoais dos vários intervenientes, ao mesmo tempo que atiça novamente as chamas para um final que se avizinha interessante, no mínimo.

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