Cinema Críticas

Crítica: The Meg (2018)

The Meg

Nome: Meg: Tubarão Gigante
Título Original: The Meg
Realização: Jon Turteltaub
Elenco: Jason StathamBingbing LiRainn Wilson
Duração:
113 minutos

O ano era 1975. Steven Spielberg realizava Jaws que viria trazer à ribalta os tubarões, e, com eles, um novo terror para a vida do seu público. Desde então, já existem incontáveis filmes cujos protagonistas são estes animais enormes e assustadores, desde várias sequelas de Jaws a Sharknado (aquele filme hilariante que todos adoram odiar); é indiscutivelmente uma máquina de fazer dinheiro. No novo filme de terror/acção de Jon Turteltaub (National Treasure), The Meg, não temos um mero tubarão, mas sim um animal com o aspecto de um pesadelo. Jonas Taylor (Jason Statham), um mergulhador experiente, e a sua equipa de biólogos marinhos enfrenta um monstro marinho enquanto tenta resgatar um grupo preso nas profundezas do mar.

Se eu tivesse que resumir The Meg em duas palavras seria: previsível e divertido. Tanto o diálogo como a história e as personagens são do mais previsível e básico que há, sem qualquer complexidade; no entanto, é um filme bastante divertido de ver com uma boa dose de adrenalina e suspense. Jason Statham é o “badass” que o actor interpreta sempre, e interpreta bem. Destaco as performances da pequena Shuya Sophia Cai e de Cliff Curtis (o Travis de Fear the Walking Dead, cuja crítica podem ler aqui), que conferem à obra o alívio cómico; responsabilidade que tentaram dar à personagem de Rainn Wilson (o eterno Dwight Schrute de The Office) mas que falhou devido a mau diálogo e piadas constrangedoras. Aprecio o pormenor na cena em que as personagens de Bingbing LiShuya Sophia Cai e Winston Chao falam na sua língua natal.

Quanto à estrela do filme, o Carcharocles Megalodon, está realmente aterrador e, embora apareça quase na totalidade do filme, não o mostraram sempre em toda a sua força para deixar a nossa imaginação trabalhar um pouco, o que contribui para o terror.

O que me incomodou mais no The Meg foi a quantidade de plot armor que a personagem de Jason Statham tem, e a maneira como ele salva toda a gente mais as suas mães; tanto Jonas como Suyin são “heróis desnecessários” e cujo protagonismo ridiculamente os protegeu de situações em que o resto das personagens não tem qualquer hipótese de sobrevivência. É um filme de sci-fi, sim, mas esse toque de realismo não faria mal. Outro aspecto que poderiam ter melhorado é o gore; muito, muito pouco gore para um filme de tubarões.

Dito isto, reconheço um dos pontos mais positivos deste filme: tocam no assunto do ambiente. A dada altura, as personagens deparam-se com tubarões mortos a boiar no mar, sem barbatanas. Um pouco em choque, lamentam a vergonha que é a caça aos tubarões só para a confecção de sopa de barbatana de tubarão (sim, um facto barbárico e perturbador). Não só esta cena, mas fiquei com a impressão de que todo o filme tenta passar a mensagem de “metem-se com a Mãe Natureza, levam com as consequências”. Se pensarmos bem, se a equipa não tivesse perturbado o meio ambiente em que o “meg” estava, nada daquilo teria acontecido. Nas palavras da personagem de Winston Chao, “We discover, and then we destroy“. E que bem dito.

Pondo de lado o realismo, The Meg é um filme de entretenimento e não é para ser levado a sério, e atinge esse objectivo lindamente. Apesar da medíocre qualidade de história e personagens, recomendo para um serão divertido.

Trailer – The Meg

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