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American Horror Story: Apocalypse – 8×01 – The End

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PODE CONTER SPOILERS!

Quando fomos surpreendidos com o título da nova temporada de American Horror Story, Apocalypse, depressa percebemos aquilo que poderiamos esperar. Há várias crenças sobre a maneira como o mundo irá acabar, desde a fome, doenças ou catástrofe natural, mas o certo é que a iminência de uma guerra é aquela opção que parece mais próxima e, por isso, assustadora.

Ryan Murphy e a sua equipa pegaram nesse medo e decidiram transformá-lo no pano de fundo da 8ª temporada desta tão aclamada série. E fazem-no de uma maneira muito bem conseguida! Tudo para estar bem, até os telemóveis começarem a enviar um sinal de alerta, avisando que bombas irão explodir tudo, será o fim.

O desespero começa a tomar conta de toda a gente, que tenta escapar a todo o custo. Infelizmente, apenas uma pequena percentagem de pessoas com uma conta bancária bem recheada, conseguem assegurar a sua sobrevivência, ao irem para uma espécie de bunker subterrâneo, onde conseguem escapar da destruição.

Aqui, vamos acompanhando Coco (Leslie Grossman), a sua assistente Mallory (Billie Lourd), o seu cabeleireiro Mr. Gallant (Evan Peters) e a avó deste, Evie (Joan Collins), que conseguiram escapar surpreendentemente num avião sem piloto. Espero que isto tenha uma explicação. Quem também é levado para aquele lugar são Timothy (Kyle Allen) e Emily (Ash Santos), dois jovens com uma genética supostamente perfeita e, por isso, a sua sobrevivência era importante para o governo.

Ainda que seja cedo para conseguir dizer algo, os diálogos do grupo têm humor com nível, as personagens parecem viver noutra realidade, mas ainda assim conseguem chegar até nós, o casalinho, ainda que meio cliché, tem tudo para conquistar fãs um pouco por todo o lado. Vamos ver o que Murphy tem reservado para eles…

Este local, o Posto Avançado 3, é comandando por Wilhemina Venable (Sarah Paulson), uma mulher incrivelmente assustadora, pela forma como fala e como se veste. Ao seu lado tem Miriam Mead (Kathy Bates) e as duas parece não levarem tão a sério aquilo que A Cooperativa quer. Parece que elas querem tomar as rédeas daquilo tudo e infligem castigos macabros e sádicos aos hóspedes, inclusivé canibalismo.

Sim, tenho a certeza que todos nos lembramos de The Handmaid’s Tale neste início. Os convidados vestem uma cor específica para se diferenciarem: roxo para os ricos, cinza para os que servem. As tecnologias acabaram, não há eletricidade e isto tudo parece tão irreal que chegamos a duvidar mesmo se o mundo acabou.

Certamente que já sabem que esta temporada será um crossover entre Murder House e Coven e estamos todos loucos com isso. Ainda que não tenhamos visto praticamente nada disso neste primeiro episódio, no final tivemos direito a um cheirinho e um regresso que os mais atentos, já sabiam que ia acontecer.

Michael Langdon (Cody Fern), o nome diz-vos algo? Exatamente. É o bebé, filho de Vivien que vimos no final da temporada um, matar a sua ama e ficar com um sorriso na cara, coberto de sangue. Ele parece ser mesmo o Anticristo e uma das figuras fortes da Cooperativa. Já percebemos que não é efetivamente flor que se cheire, mas parece-me que isso não será nada para o que iremos ver ainda.

A nova temporada de American Horror Story tem bastante potencial, num elenco de luxo, cheio de ótimos regressos, uma boa premissa e estou, realmente ansioso por ver mais. Acredito que seja uma nova toma de capítulos repletos de fanservice e se essa ideia nem sempre me agrada, devido à previsibilidade da narrativa, aqui não me parece de todo errada.

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Ainda que seja uma nova temporada de American Horror Story repleta de fanservice e se essa ideia nem sempre me agrada, devido à previsibilidade da narrativa, aqui não me parece de todo errada e tem potencial.

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