Frame by Frame Mayans M.C. TV

Mayans M.C. – 1×02 – Escorpión/Dzec

Mayans M.C.

CONTÉM SPOILERS!!!

O primeiro episódio de Mayans M.C. foi uma agradável surpresa aquando da sua estreia. Apesar de possuir alguma familiaridade com Sons of Anarchy, este spin-off/sequela depressa estabeleceu a sua própria identidade, o seu próprio espaço cénico, as suas próprias personagens para explorar. No entanto, poucas séries conseguem manter o nível de qualidade após a chegada do primeiro episódio. Felizmente, este Escorpión/Dzec consegue escapar a essa maldição.

Arrancado logo de imediato após os segundos finais do episódio de estreia, Los Olvidados raptaram Cristóbal, o filho recém nascido de Emily Thomas (Sarah Bolger) e Miguel Galindo (Danny Pino). Completamente desesperado, Miguel recruta os serviços dos Mayans.

Uma das partes que menos gostei do episódio anterior foi como este parecia como uma edição semanal de Sons of Anarchy, com uma missão a cumprir, alguns problemas pelo meio e a inevitável resolução, com algumas dicas sobre os eventos principais da temporada. No entanto, este segundo episódio toma uma abordagem diferente do habitual, ao apostar somente no arco narrativo principal. Por outras palavras, o conflito aberto entre o cartel de Galindo e os rebeldes. Um episódio que foi light em termos de ação (tirando duas sequências em todo o episódio), mas que fica a ganhar a boas performances.

Desta feita, EZ (JD Pardo) cede o seu protagonismo ao casal da série. Já tínhamos captado que Galindo poderia muito bem ser um dos antagonistas mais perigosos da temporada; no entanto, também tivemos direito a um lado mais afetuoso, especialmente no que se toca a separar os dois mundos de uma forma quase equilibrada. No entanto, os eventos desta semana ameaça que os dois mundos colidissem de uma forma tremenda, e este foi o resultado: um Galindo que não se sabe onde começa o bom homem de família e o líder do cartel sem escrúpulos.

Infelizmente, aonde Galindo triunfa, Emily peca redondamente. Já antes não gostava muito de Bolger quando estava integrada no elenco de Into the Badlands. E o mesmo se aplica neste episódio. Atenção, isto não implica que não possam haver melhorias significativas com o decorrer da temporada (já vos cheira a triângulo amoroso?). No entanto, nada me tira da cabeça que a personagem mostra apenas um lado mais unidimensional, de uma mulher desesperada para salvar o marido da escuridão, de uma mãe desesperada pelo seu filho.

Falando dos sentimentos de pai para criança, há que mencionar Edward James Olmos neste episódio. Já sabemos que a relação “complicada” entre ele e EZ é uma fachada para outro elemento da narrativa em aberto. Mas aqui, essa complicação não se encontra em lado nenhum. Em vez disso, vemos um Felipe que, por detrás da sua serenidade, não sabe como poderá ajudar o seu filho na sua fase mais complicada da vida. E conseguimos compreender esta ideia graças à forma subtil que Olmos consegue vender essa ideia.

Também acompanhámos um pouco da vida dos membros dos Mayans. O episódio anterior deixou bem patente a proximidade entre EZ e Angel (Clayton Cardenas), também tivemos uma pequena ideia da ligação que existe entre Angel e Adelita (Carla Baratta), a enigmática líder de Los Olvidados. No entanto, se há um dos membros secundários que leva o prémio, esse é Coco (Richard Cabral), com uma revelação que poderá causar repercussões no personagem. Agora só falta conhecer melhor os restantes membros, não acham?

Podem ler o nosso Frame By Frame anterior de Mayans M.C. aqui.

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Depois de uma soberba estreia, Mayans M.C. prova, com o seu segundo episódio, que não mostra quaisquer sinais de cansaço.

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