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Iron Fist – 2×02 – The City’s Not for Burning

Iron Fist

CONTÉM SPOILERS!!!

Não há muitas séries que consigam manter a qualidade exibida quando o segundo episódio chega às mãos da audiência. Este segundo episódio de Iron Fist revela-se como uma dessas raras exceções.

No episódio anterior, foi-nos dada a dica de que uma guerra entre gangues estavam prestes a explodir no coração de Chinatown. De modo a tentar evitar o derrame de sangue nas ruas de Nova Iorque, Danny (Finn Jones) e Colleen (Jessica Henwick) tentam usar métodos diferentes para atingir os mesmos fins. No meio disto tudo, temos ainda direito a outro confronto entre Ward (Tom Pelphrey) e Joy (Jessica Stroup), e isto sem mencionar o passo seguinte no plano misterioso de Joy e Davos (Sacha Dhawan).

Fora uma certa sequência – que irei abordar mais adiante nesta crítica – este episódio foi light no que se toca às cenas de combate. E se calhar, esta foi uma escolha inspirada, uma vez que nos permitiu focar nas várias personagens que habitam as ruas de Nova Iorque e de como a intensificação da guerra entre os Golden Tigers e os Hatchets podem influenciar de forma negativa os cidadãos. Nesta vertente, Henwick fica a ganhar pontos, e não apenas pelo simples facto de tentar convencer um grupo de jovens delinquentes a “acordar”, mas pela forma que opta pela via da diplomacia em vez da violência. Infelizmente, o seu arco narrativo não abordou o passado sobre a sua família que fora abordado no episódio anterior, mas nada impede que os próximos episódios não voltem a atravessar essas mesmas marés.

Quanto a Danny, pouco ou nada este fez neste episódio, mas não quer dizer que não tenhamos explorado um pouco mais dos seus imensos demónios. Isto veio na forma das cenas flashback, com Danny a recordar o momento em que se tornou digno de enfrentar o dragão que lhe viria a conceder o poder do Punho de Ferro. Isto implicou um combate sem tréguas contra Davos. E esta sequência foi, claramente, um dos chamarizes do episódio. Foi uma sequência que, além de oferecer uma referência às bandas desenhadas, possui uma sequência de combate muito bem coreografado, mas também intenso, sangrento. Nada a haver com as sequências de combate da temporada anterior.

Joy e Davos também seguiram em frente com os seus planos, que envolveram Mika (Julee Cerda), uma ex-colega de universidade de Joy. Ainda nos custa a aceitar Joy e Davos como vilões a ter em conta (Joy por não conseguir esconder uma veia mais sombria e Davos por não ser assim tão intimidador), mas há que dar valor aos seus esforços, especialmente nos seus momentos finais.

No entanto, nem todas as personagens receberam o devido destaque ou simplesmente não ofereceram qualquer influência no episódio. A grande vítima foi Ward, cuja presença serviu apenas para injetar o episódio com mais uma dose de drama Meachum (embora tenha de ressaltar o primeiro contacto entre Ward e Davos, que foi priceless, a meu ver). O mesmo aspeto pode não ser aplicado na totalidade a Mary (Alice Eve), com a série a tomar o seu belo tempo até desenvolver a personagem de uma forma satisfatória. O silver lining aqui é que Eve consegue mostrar duas personalidades diferentes não apenas pela presença física, mas na intensidade do seu olhar, no tom de voz usados. Não são muitos atores que consigam sair-se bem neste aspeto; no entanto, a atriz pode ter aqui uma redenção após uma série de performances que ficaram aquém do esperado. Agora se a desenvolvessem melhor, nós ficávamos agradecidos.

Leiam o nosso Frame By Frame anterior de Iron Fist aqui.

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Aparte de um momento ou outro que precisava de ser melhor trabalhado, este segundo episódio de Iron Fist consegue manter a qualidade exibida no episódio anterior e construir o seu mundo a partir dele.

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