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Trial and Error – Season Finale – 2ª Temporada

Trial and Error

Uma das melhores séries de comédia do momento está de volta! Trial and Error assume um caráter antológico nos crimes que aborda, mas permanece com as personagens tão magistralmente deliciosas que nos apresentou inicialmente.

Josh Segal (Nicholas D’Agosto) tem em mãos um novo caso: Lavinia Peck-Foster, uma magnata que se vê envolvida no homicídio do seu marido e, tal como o seu caso anterior, obriga a equipa a encontrar pistas que a ilibem do caso. Nada acontece por acaso, e os twists cómicos chegam novamente com algum esplendor, mas com algumas falhas que retiram um pouco a força a que nos habituámos na temporada anterior.

O Melhor:

As personagens secundárias de Trial and Error continuam a não nos privar de umas gargalhadas fortíssimas ao longo dos episódios.

Sherri Shepherd e Steven Boyer continuam extraordinariamente cómicos e o estilo episódico com pequenas referências a clássicos como Parks and Recreation e Modern Family continua a provar ser um dos pontos mais formidáveis da série.

A comédia nem sempre é regular e os constantes twists por vezes quebram um pouco a força dos momentos, mas as personagens continuam a trazer Trial and Error para um patamar superior.

A dinâmica entre elas, as doenças invulgares de Anne, a “burrice” tipicamente saloia de Dwayne e a tenacidade voraz de Carol Anne Keane continuam a ser o ponto auge da série.

O formato da série é tão agradável que os episódios voam e deixam-nos sempre com um gostinho de que precisamos de um pouco mais para nos deliciarmos semanalmente.

O Pior:

Kristin Chenoweth é a nova acusada de Trial and Error.

A atriz, embora mantenha o seu aspeto cómico em alta, não consegue preencher na totalidade o legado que John Lithgow deixara na temporada anterior. A sua narrativa por vezes embrulha-se demais em twists mirabolantes que removem um pouco da (in)sanidade realista da série.

Há também momentos de exagero que levam o espectador a não criar tanta empatia com a comédia e é incutida forçosamente em momentos em que era desnecessário um prolongamento tão grande das piadas.

Outra questão menos boa desta temporada, é que o aspeto “saloio” de East Peck toma proporções pouco fluídas, ao contrário de Parks and Recreation que se manteve fiel aos seus princípios do início ao fim da sua jornada.

Ainda assim Trial and Error continua a ser uma comédia de excelência, que satiriza não ofensivamente casos mediáticos que assombraram o povo norte-americano e é requintada na forma como brinca com os aspetos mais idiossincráticos da sua sociedade.

Mesmo não sendo brilhante, pelo menos provoca ainda umas boas gargalhadas e permanece como uma comédia a preservar para futuros anos.

Estado da Série: STAND-BY

Leiam a nossa Mini-Review anterior de Trial and Error aqui.

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70%
Average Rating

As personagens de Trial and Error continuam a ser o melhor da comédia, mas a série perdeu algum fôlego ao exagerar em certos momentos e a não conseguir manter o mesmo carisma por inteiro da temporada anterior.

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