Better Call Saul Frame by Frame TV

Better Cal Saul – 4×03 – Something Beautiful

Better Call Saul

CONTÉM SPOILERS!!!

Com a maior parte das séries a revelarem a tendência de se tornar mais explosivas, mais expansivas, não muito poucas aquelas que conseguem dar um uso eficaz à técnica do silêncio. Felizmente para nós todos, Better Call Saul é uma das séries que consegue provocar todos os tipos de sentimentos sem fazer recurso a métodos sonoros.

Após a tentativa “falhada” de encontrar um emprego até voltar a ter a sua licença de Direito de volta, Jimmy (Bob Odenkirk) volta a fazer das suas e tenta orquestrar um novo golpe que promete trazer dinheiro fácil. Isto serve de contraste direto com o que vimos do aspirante a Saul Goodman nesta temporada, voltando às suas raízes trapaceiras. Apesar de esta sua nova aventura não ter corrido tão bem conforme o esperado, este pode ser mais um passo de Jimmy num trajeto cada vez mais negro. Ajuda também quando, neste caso em particular, em vez de contar com a ajuda “recorrente” de Mike (Jonathan Banks), Jimmy recruta uma ajuda “familiar” para quem acompanhou Breaking Bad.

No entanto, nem tudo são mar de rosas em Better Call Saul. Que o diga Nacho (Michael Mando) que, devido aos eventos fatídicos do episódio da semana passada, encontra-se claramente como um agente duplo, tornando-se agora num lacaio de Gus (Giancarlo Esposito). E a sua primeira prova é de se ter de sujeitar a uma operação que lhe colocará a vida em risco. Por um lado, o seu destino final está mais que traçado; no entanto, não é exatamente difícil de sentirmos a sua dor, de ver o seu corpo a ser sujeitado ao tipo de dor que nenhum de nós quereria se sujeitar.

O MVP do episódio desta semana é, novamente, Rhea Seehorn com a sua Kim Wexler. Na semana passada, vimos a personagem a “explodir” mesmo na cara de Howard. No entanto, esta semana tivemos uma Kim mais resguardada e disposta a colocar novamente as mãos à obra no que se toca ao caso da expansão da Mesa Verde. Seehorn conseguiu demonstrar não ter papas na língua para dizer as duras verdades; neste episódio, acontece o oposto, com Kim num completo silêncio e a deixar as suas reações faciais a fazerem o resto do trabalho. O mesmo se aplica aos momentos finais do episódio, com Kim a ouvir os conteúdos da misteriosa carta que Chuck deixou para Jimmy. Não foi preciso saber por comentários como ela reagiu; as expressões faciais, a linguagem corporal deu todas as informações necessárias.

Better Call Saul tem conseguido corresponder às expectativas elevadas que os fãs têm colocado. E este terceiro episódio serve para provar novamente que esta série tem todos os elementos para ser uma série obrigatória de ser vista, independentemente se viram Breaking Bad ou não.

Podem ler o nosso último Frame By Frame de Better Call Saul aqui.

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O silêncio serviu de peça fulcral neste terceiro episódio de Better Call Saul. E nós por cá, não podíamos ter desejado por um melhor resultado que este.

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