Cinema Críticas

Crítica: Shrek (2001)

Título original: Shrek

Título: Shrek

Realizado por: Andrew Adamson e Vicky Jenson

Elenco: Mike MyersEddie Murphy, Cameron Diaz

Duração: 90 min.

Tinha chegado 2001. E tudo estava configurado como mais um ano cheio de filmes comuns. Ou assim pensávamos. Principalmente aqueles que, pela primeira vez, foram ver Shrek. Podemos dizer que é um filme diferente das histórias que conhecemos. E como isso não bastasse, acaba por ser divertido, único e também com um lado sentimental. Shrek contém todos os elementos de um bom filme de animação, mas vem de um mundo paralelo, onde tudo é ao contrário. Os elementos são distorcidos por um humor adulto e irreverente que sempre foi necessário e que a partir deste filme veio para ficar. Comecemos então pela história.

Há muito tempo atrás, num pântano muito remoto, vivia um ogre feroz chamado Shrek (voz de Mike Myers). De repente, um dia, a sua solidão é interrompida por uma invasão de personagens surpreendentes. Há ratos cegos na sua comida, um enorme lobo na sua cama, três porquinhos e outros seres que foram deportados das suas terras pelo malvado Lorde Farquaad (voz de John Lithgow). Para salvar o seu território, Shrek faz um pacto com Farquaad e segue para uma jornada para conseguir que a bela Princesa Fiona (voz de Cameron Diaz) aceite ser noiva do Lorde. A acompanhá-lo vai um burro engraçado (voz de Eddie Murphy), pronto para fazer qualquer coisa por Shrek: tudo, exceto ficar quieto.

Shrek é um filme simples, com um enredo eficaz, e com ingredientes ricos em conceitos reforçados por ideais claros e concisos: inclusão e amor verdadeiro, que ganha apesar de muitos obstáculos. Um filme que critica preconceitos e discriminação para dar origem a uma aventura romântica de luta por ideais puros e sinceros.

A animação em si é excelente, com uma fluidez notável na parte visual, gráficos deslumbrantes que são muito bem acompanhados pela música, com temas cativantes e engraçados combinados com uma maravilhosa trilha sonora instrumental. O grupo Smash Mouth ficou famoso ao ser escolhido para colocar a sua música como parte da trilha sonora do filme, tendo All Star nos créditos iniciais e I’m a believer nos finais.

Do entretenimento, pode-se dizer que o filme não diminui a sua qualidade em qualquer momento. Não se torna pesado e, pelo contrário, atrai o espectador devido ao seu conteúdo e à mensagem que está a ser construída.

E há tantas cenas memoráveis ​​que é impossível não referir: o interrogatório, o espelho mágico que fala como apresentador de televisão, a chegada a Duloc, a luta contra os soldados, toda a sequência do castelo e do dragão, a aparência hilariante de Robin Hood, o casamento. Tudo temperado com um roteiro de ferro que não perde a faísca.

A expedição ao castelo da princesa envolve uma ponte suspensa sobre um abismo flamejante, e o interior do castelo está cheio de ossos dos adversários anteriores do dragão. Quando Shrek e o Burro entram, contemplamos cenas de ação exuberantes que se movem loucamente pelos espaços interiores e revelações sobre o dragão que ninguém poderia imaginar. E ao longo do caminho, para além de trocadilhos, há piadas e referências contemporâneas, tal como inúmeras referências a outros filmes.

A versão original do filme é um verdadeiro deleite para os ouvidos, com atores como Mike Myers, Eddie Murphy, John Lithgow e Cameron Diaz colocando as suas vozes para estas personagens engraçadas. Estas são incrivelmente genuínas, cada uma perfeita na sua função e dando carisma e autenticidade ao filme.

Este filme é diversão do começo ao fim. Um filme para adultos e crianças, Shrek é aquela história infantil que a mãe costumava ler para nós na cama… mas ao contrário. Princesas feias, príncipes maus, dragões bondosos, ogres heróis e um burro fazem deste filme um entretenimento único. A melhor coisa é que, por uma vez, num filme, a beleza está no coração.

Trailer | Shrek

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