Frame by Frame Preacher TV

Preacher – 3×08 – The Tom/Brady

Preacher

CONTÉM SPOILERS!!!

Após o deslize do episódio da semana passada (podem conferir o nosso veredito aqui), eis que Preacher volta a fazer-nos as delícias com um episódio sólido e com momentos para apreciar.

Nesta semana, Jesse (Dominic Cooper) e All Father (Jonny Coyne) têm o fatídico encontro cara-a-cara, que corre bem conforme o esperado; Tulip (Ruth Negga), Lara (Julie Ann Emery) e Jody (Jeremy Childs) procedem ao roubo arriscado em Osaka, no Japão; Cassidy (Joseph Gilgun) começa a ter as suas suspeitas sobre as “boas” intenções de Eccarius (Adam Croasdell); e Marie (Betty Buckley) faz um novo acordo com o Diabo (literalmente!). Como poderão ver, aconteceu muita coisa neste episódio. Mas vamos por partes.

Era apenas uma questão de tempo até o nosso querido pastor dar de caras com o líder da Grail. E tivemos um ótimo primeiro encontro entre os dois homens através do cold open do episódio, com Jesse a dar conta do recado numa sequência de ação enclausurada muito bem executada (e com boas doses de humor para dar e vender, também!). Mas assim que as formalidades ficam de fora, este segmento assume uma vertente mais direcionada para o terror, especialmente quando percebemos as verdadeiras intenções de All Father: transferir o Genesis de Jesse para o verdadeiro Messias, também conhecido como Humperdoo (Tyson Ritter). O que se segue é uma sequência de cenas sangrentas, mas com o seu toque de humor que já estávamos de Preacher

No lado mais divertido do episódio, Tulip, Lara e Jody preparam-se para assaltar as instalações da sucursal japonesa da Grail. Apesar de o seu desfecho não ser propriamente inovador, o trajeto é decerto divertido, com o trio a usar um simpósio sobre como agir num local de trabalho como pretexto de diversão. Isso e também a rivalidade acesa entre Tulip e Lara, o que serve de contraste direto quando comparado com a relação entre as duas mulheres na temporada anterior.

Era também uma questão de tempo até Cassidy estar a par da verdadeira natureza de Eccarius, dado o twist do episódio anterior. O desfecho, ainda que previsível, também coloca uma nota de incerteza na relação entre os dois vampiros, que tem sido foco de evolução no espaço de episódios anteriores. Portanto, vermos a preocupação de Eccarius parece natural, visto que Cassidy começou a surtir a sua própria influência.

Menção rápida para a visita do Diabo (Jason Douglas) a Marie. Apesar de ter sido uma cena breve, foi o suficiente para constatar a verdadeira relação existente entre a humana e a personificação da maldade, além de percebermos que entre eles existe uma espécie de acordo para a concretização das ambições de Marie, além de deixar a dica de que a sua ambição – a juventude eterna – pode muito bem ser o que acabará por ditar o seu destino final.

Mas nem tudo foi positivo neste episódio. Com tanta coisa a acontecer ao mesmo tempo, o episódio não soube muito bem dar esse proveito. Há episódios que podem ser acusados de ter um ritmo bastante lento, tal como há outros que ficam a perder quando tentam apressar os eventos retratados em detrimento de outros. E The Tom/Brady é certamente uma vítima desta ambição de contar várias histórias num espaço limitado de uma hora.

E isto sem mencionar que o episódio encerrou ao revisitarmos o Santo (Graham McTavish), Eugene (Ian Colletti) e Adolf Hitler (Noah Taylor). Ainda que tenham sido renegados para o ato final do episódio, a sua influência no episódio em si acaba por ser tão limitada, que podíamos muito bem passar em eles.

0 74 100 1
74%
Average Rating

Comments