Castle Rock Frame by Frame TV

Castle Rock – 1×05 – Harvest

castle rock

PODE CONTER SPOILERS!

Chegamos ao meio da temporada e podemos afirmar que estamos perante o melhor episódio de Castle Rock até então. Há uma tristeza a pairar no ar, mais que nos capítulos anteriores e tudo se deve aos últimos acontecimentos da cidade.

O miúdo da jaula (Skarsgard) está livre e Henry Deaver (André Holland) acaba por pedir ajuda a Molly (Melanie Lynskey) para arranjar um sítio para ele ficar. A lógica  parva deles foi acharem que ele ia ficar ali quieto quando estivesse sozinho… tipo não. E temos logo aqui direito a uma cena que ainda está na minha cabeça por mais horas que passem desde que vi o episódio.

O rapaz entra numa casa aleatória de uma família, onde um dos filhos faz anos. Observa-os ao longe, qual filme de terror. Depois olha para a faca de cortar o bolo e, de repente, tudo descamba. O casal começa a discutir violentamente, enquanto ouvimos os berros das crianças. Toda a cena é perturbadora e ficamos sem perceber se o jovem mistério previu que aquilo acontecesse ou simplesmente, fez aquilo acontecer.

Também de destacar a cena onde este se encontra no topo de um prédio, disposto a atirar-se, depois de ser encontrado pela espevitada Jackie (Jane Levy, que na sua conversa nos revela a ligação com Shining e o seu tio escritor que quis matar toda a família) e esta ter pedido ajuda a Molly. Esta, ao deparar-se com ele, consegue ler a sua mente, os seus pensamentos e é talvez a pior experiência que teve. Como explica a Deaver mais tarde, “é como se lesse os pensamentos da cidade toda” e é triste. Se este inicialmente não acredita, quando esta começa a dizer-lhe as várias coisas que ele sente e pensa, o caso muda de figura.

Levando o miúdo para dormir em sua casa naquela noite, Henry coloca-o numa espécie de garagem. Ao ver o piano, o misterioso rapaz começa a tocar e isto só nos deixa com mais dúvidas na cabeça. É notória a ligação entre o “prisioneiro” e o advogado, entre o passado e o presente, as coincidências nas memórias perdidas, mas ainda não temos grandes respostas. E é Henry, a sua mãe Ruth (Sissy Spacek) e Alan Pangborn (Scott Glenn) quem acabam por ter o resto do protagonismo no episódio. Alan tem direito a uma homenagem visto que uma das pontes da cidade terá o seu nome. Tinha tudo para ser um dia feliz, não fosse a sua amada saltar da ponte, sem que nada o fizesse prever, levando o filho saltar atrás dela para a socorrer.

As atuações nas cenas que se seguem no hospital e na conversa entre os dois homens, Pangborn e Deaver são brilhantes. Glenn está vazio, triste e transmite-nos isso de fora sincera e crua, enquanto Holland continua ali, com um ar carregado como se todos os males do mundo fossem culpa sua.

Para terminar, e graças às câmaras que o enteado espalhou, Alan descobre o rapaz e como já vimos anteriormente, ele não lhe acha piada nenhuma. Indo ao encontro dele, depressa somos surpreendidos pelo que lhe diz: há 27 anos atrás, quando Lacy o levou, foi intercetado por Pangborn, que o deixou seguir com o miúdo na mama, depois deste afirmar que ele era o diabo em pessoa. O mais intrigante? “Não envelheceste nem um bocado durante estes anos todos”, diz o velho.

Quem será este rapaz? O que terá acontecido? O porquê dele ser prisioneiro? Preciso tanto de respostas e cada vez tenho mais perguntas. Castle Rock consegue manter a tensão, consegue colocar-nos extremamente incomodados e atentos a qualquer barulho que ouçamos em casa. As atuações estão todas no ponto, a atmosfera é incrível e a realização cumpre o que a série pede. Acredito que agora realmente as coisas vão começar a aquecer!

Podem ler o Frame by Frame do episódio anterior aqui.

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Castle Rock consegue manter a tensão, consegue fazer-nos de tal forma incomodados e atentos a qualquer barulho que ouçamos em casa. As atuações estão todas no ponto, a atmosfera é incrível e a realização cumpre o que a série pede.

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