The Death of Superman, como já tinha sido dito anteriormente, foi um marco na história das bandas desenhadas que já teve direito a várias adaptações para os vários meios (podem ler o nosso especial anterior aqui e a crítica do filme animado do mesmo nome aqui). No entanto, isso não significa propriamente que este tenha sido o final definitivo, uma vez que as bandas desenhadas tiveram direito a um seguimento, intitulado de Reign of the Supermen.

O contexto é o seguinte: Superman está morto. Apesar de hoje em dia já sabermos melhor as verdadeiras circunstâncias da sua ressurreição, na altura a sua “morte” foi um marco definitivo, não só para as personagens que habitaram a cidade fictícia de Metropolis, mas também para os fãs do personagem. De repente, existiu aquele vácuo nas vidas das duas dimensões. E foi esse propósito que tivemos direito a Reign of the Supermen, uma continuação que não só presta homenagem ao Homem de Aço, como também dá o seu avanço na narrativa. A história é simples em si: com a ausência de Superman, Metropolis – e o mundo – perdeu o seu campeão mais poderoso da Terra. De repente, chegam quatro indivíduos, cada um a proclamar que é o verdadeiro herdeiro do herói.

De certa maneira, esta história pode ser muito bem conhecida pelo fãs acérrimos do personagem; no entanto, fica bastante a ganhar pelo simples facto de não contar com uma verdadeira adaptação. E também não seria para menos, uma vez que o evento em si serviu de palco para uma guerra aberta entre os indivíduos para saberem quem é o verdadeiro detentor do título. Vamos a cada um deles:

Superboy

Superboy é o mais jovem dos quatro. Este é um clone de Superman, com a diferença de o seu ADN conter 50% de genes kriptonianos, enquanto os restantes 50% são humanos. Apesar desta mistura, este possui poderes semelhantes com os do Superman original. No entanto, sendo ele um adolescente, possui uma atitude mais forte que o habitual, agindo mais de cabeça quente e com vista nos seus próprios desejos do que propriamente as verdadeiras necessidades da cidade.

Steel

John Henry Irons era um mecânico normal, tal como todos nós. E tal como muita boa gente de Metropolis, idolatrou Superman durante uma boa porção da sua vida. No entanto, a morte do herói deixou a sua marca patente na sociedade. Irons, em vez de deprimir, decidiu meter mãos à obra e construiu uma armadura de alta tecnologia, adotando o nome de Steel. Apesar de não contar com super-poderes, Irons é um tipo de personagem que não deixa de tentar fazer o que é certo, ao ponto de colocar a sua vida em risco. Apesar de ser humano, Steel é o verdadeiro herdeiro do legado de Superman.

EradicatorEmbora o seu verdadeiro nome seja Eradicator, neste evento apresenta-se como The Last Son of Krypton. Aqui, este é um robô humanóide que tenta impingir a cultura kriptoniana em Metropolis. No entanto, este não é um ser maléfico, uma vez que chegou a acreditar, até um certo ponto, que era mesmo o Superman renascido, revelando-se como um dos poucos aliados breves do verdadeiro Homem de Aço.

Cyborg SupermanHank Henshaw também idolatrava Superman até ao extremo. No entanto, a sua fé ficou abalada quando sofreu um acidente espacial. Acidente esse que sobreviveu como por milagre, mas com um ódio renovado para com o seu ídolo. Disposto a destruir tudo que o Homem de Aço construiu ao longo dos anos, Henshaw assume a aparência física e poderes do herói; no entanto, as suas motivações não se avizinham completamente boas.

E estes são os quatro protagonista de The Reign of the Supermen, evento esse que, tal como o filme animado mais recente, terá uma adaptação direta para o início do próximo ano. E tendo em conta que, desta vez, conta com o “fator novidade”, podemos esperar imensas coisas boas para o filme.

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