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Better Call Saul – 4×01 – Smoke

Better Call Saul

CONTÉM SPOILERS!!!

Sejamos sinceros: já tínhamos todos saudades das aventuras de Jimmy McGill (Bob Odenkirk) antes de se tornar no icónico Saul Goodman de Breaking Bad, não é verdade? Pois nada temam; Better Call Saul está oficialmente de volta para a sua quarta temporada! E, a julgar por este episódio de estreia, parece que poderemos esperar mais uma temporada repleta de emoções fortes.

Como manda a tradição, Smoke abre com o segmento a preto-e-branco passado no tempo atual, em que Jimmy tenta passar despercebido como Gene, o gerente de uma loja de cinnabons. Este segmento arranca logo de imediato após onde o anterior nos deixou, com Gene desmaiado. As temporadas anteriores mostraram-nos como Jimmy se tem desenvencilhado com este novo status quo; no entanto, este diferente num aspeto importante: desta vez, “Gene” é forçado a interagir com outras pessoas que estão em seu redor. Aqui reparamos no terror que Jimmy/Gene sente a cada esquina, a cada conversa, com medo de ser encontrado por alguém do seu passado. Bob Odenkirk sempre se mostrou como um tagarela, usando os seus dotes de discurso para poder desenrascar-se de qualquer alhada; desta vez, ele teme que cada palavra sua ou deslize possa ser usado contra ele mesmo. É caso para dizer que este cold open, apesar de contar com uma duração de uns meros 8 minutos, já mostra o seu impacto.

Mas esta não seria a única instância em que Odenkirk teria o seu momento mais intenso; eventualmente, voltamos a entrar na continuidade principal de Better Call Saul. Iniciando logo após os eventos decorridos na season finale anterior, encontramos Jimmy otimista e empenhado em começar uma nova carreira profissional, além de servir de ajuda a Kim (Rhea Seehorn) enquanto esta recupera dos ferimentos sofridos na temporada anterior. Um início bastante adorável… não fosse estalar a bomba do episódio: a morte de Chuck McGill. De repente, o otimista e falador Jimmy muda o registo por completo. O seu olhar sem reação, o seu silêncio perturbador… fica mais que claro por este evento que estamos a mais um passo de Jimmy abandonar o seu nome próprio e abraçar o futuro Saul Goodman. Apesar de ainda não sabermos se será desta que teremos o passo definitivo (vai depender do número de renovações que a AMC tiver em mente para a série), está mais que esclarecido que a perda do irmão é um evento que irá marcar Jimmy daqui em diante.

Mas não se preocupem, as personagens secundárias também tiveram direito ao seu destaque. Num lado mais leve do episódio (o que não significa que não se torne intensa com o decorrer da temporada), Mike (Jonathan Banks) despede-se definitivamente do seu trabalho. No entanto, não esperem que o futuro enforcer de Gus (Giancarlo Esposito) fique de braços cruzados. Aliás, mete logo mãos à obra e coloca a sua perícia em prática numa sequência simples, mas que não deixa de ser pautada com um bocado de humor.

No entanto, humor é o que não se pode encontrar no submundo do crime nesta temporada. Com o atentado falhado à vida de Hector Salamanca na temporada anterior (ficamos a saber que este sofreu um AVC, justificando como o encontramos em Breaking Bad), existe um vácuo no poder. E já sabemos o que isto irá levar: uma guerra entre gangues na cidade, com novos perigos e riscos a correr. No entanto, parece que a grande vítima deste enredo será Nacho (Michael Mando). Apesar de não sabermos o verdadeiro desfecho deste enredo, sabe-se apenas que as coisas não se encontram nada amigáveis para o aspirante a gangster.

Smoke pode não ser um episódio perfeito em todos os sentidos possíveis; no entanto, serve de prova concreta que Better Call Saul está na rota correta para mais uma temporada repleta de grandes momentos a testemunhar, numa altura em que a linha que separa esta prequela de Breaking Bad encontra-se cada vez mais ténue.

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Após um breve período de tempo, eis que Better Call Saul faz o seu regresso triunfal às nossas vidas diárias!

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