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Preacher – 3×07 – Hilter

Preacher

CONTÉM SPOILERS!!!

Uma questão: pode um episódio filler contar com alguns momentos interessantes e/ou divertidos? Se a resposta for sim, então essa é a melhor forma para descrever o mais recente episódio de Preacher!

Numa tentativa de agradar a todas as partes interessadas, Jesse (Dominic Cooper) vê-se obrigado a voltar a contactar a Grail, reunindo-se com Starr (Pip Torrens) e com os seus capangas. Este faz uma proposta “indecente” a Marie (Betty Buckley): se lhe emprestar Jesse para os seus fins, esta terá acesso a uma linha infinita de almas para consumir e, quiçá, retornar o seu negócio à glória de outrora. Isto leva a que se planeie uma operação de duas frentes. Entretanto, Cassidy (Joseph Gilgun) e Eccarius (Adam Croasdell) começam a aproximar-se, sem se darem conta que o perigo se encontra a cada esquina.

Ser-vos-ei honesto: este 7º episódio da temporada atual revela-se como a mais fraca. Não pelos momentos marcantes ou hilariantes que fomos testemunhando, mas pelo seu avanço a ritmo de caracol. Esta hora semanal foi completamente dedicada a fazer a programação de planos para próximos episódios do que propriamente avançar com a narrativa em si de forma bastante significa. Isto pode ser um mau sinal associado a série que possuam uma quantidade exagerada de episódios, e este Hilter é a sua mais recente vítima.

Dito isto, o grande elemento redentor do episódio reside na forma como aproveita as personagens fulcrais do enredo. Por exemplo, esta é a primeira vez que Starr trava conhecimento com a matriarca dos L’Angelle, e pode-se dizer que a receção foi “intensa”, no mínimo. As interações entre Jesse, Tulip (Ruth Negga), Starr e Featherstone (Julie Ann Emery) revelam-se como o centro das atenções deste episódio. Dado o histórico registado na temporada anterior, o desconforto é sentido entre Jesse e Starr, se bem que um tanto ou quanto repetitivo. No entanto, a rivalidade psicológica e física entre Tulip e Lara surge como o alvo de comédia e intensidade que a série tanto nos impingiu e que adoramos.

Cassidy também esteve presente durante uma boa porção do episódio, cada vez mais embrenhado no estilo de vida do líder dos Les Enfants du Sang. Apesar de os elementos do culto não serem muito interessantes, é a relação de Cassidy com Eccarius que leva a melhor neste segmento. Apesar de só ter aparecido no episódio anterior, este vampiro centenário já começou a deixar a sua influência no nosso querido vampiro irlandês. Dada a química notável entre GilgunCroadsell, isto leva a que o momento chave deste segmento surja com uma naturalidade invejável.

No entanto, parece que o episódio se encontra desengonçado quando tenta jugular os vários enredos díspares. E outro elemento que parece pertencer a outro tipo de série reside, tal como no episódio anterior, no subplot da temporada. Após ter-mo-nos reunidos com Eugene (Ian Colletti) no episódio anterior, desta vez tivemos a oportunidade de voltar a vermos Adolf Hitler (Noah Taylor), que encontramos com o pseudónimo David Hilter, o empregado do mês num restaurante. Apesar de este segmento representar a loucura característica de Preacher, a grande pergunta é: onde é que está a relevância deste segmento? Porque fica a ideia que este segmento serve apenas como uma forma de voltar a inserir o Santo (Graham McTavish) no enredo principal, com o destino dos recém-furagidos do Inferno numa verdadeira incógnita. Resta esperar para ver como esta situação fica resolvida; mas o interesse nesta é praticamente nula.

Podem ler o nosso Frame By Frame anterior aqui.

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Este episódio de Preacher tinha tudo para triunfar; no entanto, não avança com o enredo de forma significativa.

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