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Cloak and Dagger – 1×10 – Colony Collapse

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PODE CONTER SPOILERS!

E chegamos ao fim da primeira temporada de Cloak and Dagger. Comecei a ver a série com algumas expectativas, depois de ter visto o primeiro trailer e, felizmente, todas elas foram superadas consoante os capítulos foram avançando. Se até por volta do episódio 4 a narrativa se manteve calma, focada nas histórias pessoais dos protagonistas, na crescente ligação entre os dois e na descoberto dos seus poderes, daí para a frente a ação passou a consumir mais minutos e tudo funcionou como um tique-taque de relógio quase perfeito.

Em Colony Collapse, tivemos direito a um bocadinho de cada uma destas coisas: fomos da introspeção e drama dos personagens até à ação e efeitos especiais tão característicos e necessários em séries como esta. Para mim, um dos pontos altos é sem dúvida a “narração” da história de Nova Orleães por Chantelle à sua sobrinha Evita (Noelle Renée Bercy), enquanto o enredo vai avançando. Com isso acabamos por descobrir que há sempre um “casal divino” naquela cidade, quando acontece uma catástrofe.

E sim, desta vez, essa dupla salvadora são os nossos heróis Tandy (Olivia Holt) e Tyrone (Aubrey Joseph). Até aqui tudo bem, confiamos neles para isso. O pior é que um tem de se sacrificar para tudo melhorar e aqui é que temos medo do desenrolar da ação. Mas vamos por partes. A jovem loira consegue defender-se da mulher contratada por Scarborough (Wayne Pére) e procura Mina Hess (Ally Maki), acabando por ter de lidar com alguns Terrores (pessoas possuídas por algo que a ROXXON para querer explorar).

As sequências de luta e ação são bem executadas e funcionam muito bem aqui, mostrando o grande desenvolvimento que a rapariga tem desde o começo. Ainda assim não me parece que a empresa e o seu líder tenham ficado por aqui e acredito que veremos mais das suas vilanias na próxima temporada.

Tyrone, por seu lado, está a ser procurado pelo assassinato de Fuchs e precisa fugir. Enquanto tem o seu manto, tudo corre bem, mas acaba por perdê-lo na luta contra os “zombies” e não se sente capacitado de utilizar o seu teletransporte. O’Reilly (Emma Lahana) é a sua parceira ideal e é tão bom ver o crescimento dela ao longo da temporada, sendo quase uma terceira peça-chave da dupla… mas infelizmente nem tudo acaba bem.

Depois de uma “luta” final incrível contra Connors (J. D. Evermore), a detetive acaba por ser abatida e deitada ao rio pelo polícia corrupto e ficamos com o coração nas mãos acerca do seu futuro, algo que temos direito a ver numa cena final, que nos mostra uma grande reviravolta que prefiro não revelar aqui (VEJAM!).

Depois de descobrirem o que está a acontecer por Evita, Tyrone acha que ele é que tem de ser a peça a sacrificar-se pela cidade e acaba por entrar sozinho na sala onde pode desligar as válvulas misteriosas que transformam as pessoas. Mas Tandy não abandona o parceiro e juntos, numa cena digna, conseguem livrar-se do “mal” que por ali paira. É maravilhosa a cena entre os dois quando juntam os seus poderes, quando a luz e a escuridão se encontram e dão as mãos.

Com um fotografia extremamente competente, uma banda sonora onde é difícil apontar algo, efeitos especiais que mesmo não sendo os melhores, resultam e uma narrativa coerente e cativante, Cloak and Dagger chegou, viu e venceu. A segunda temporada tem tudo para manter o nível ou quem sabe, até melhorar. O elenco tem talento para segurar os personagens com a garra que eles necessitam e por isso a vontade é que cheguem rápido os novos episódios!

Podem ler a nossa opinião sobre o episódio anterior, aqui.

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Com um fotografia extremamente competente, uma banda sonora onde é difícil apontar algo, efeitos especiais que mesmo não sendo os melhores, resultam e uma narrativa coerente e cativante, Cloak and Dagger chegou, viu e venceu.

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