Dos Quadradinhos à Grande Tela Rubricas

Power Rangers, 25 anos depois

Power Rangers

Se são como eu, então devem ter vivido uma larga porção das vossas vidas durante os anos 90. (Sim, posso parecer um disco riscado a fazer uma introdução destas, mas não deixo de esconder a minha segunda década de eleição). Como tal, e numa era em que as televisões domésticas estavam a fazer a sua estreia nas salas de estar de muitas famílias, isto também significou toda uma nova introdução de programas para as camadas juvenis. Tivemos direito a um vasto leque de programas internacionais que tiveram a sua estreia na televisão portuguesa, dando aquele cheirinho do mundo exterior no conforto da nossa casa. E um desses programas, é justamente um dos programas que mais me fascínio trouxe para a minha vida como criança. Esse programa é Might Morphin’ Power Rangers!

É estranho falar de um projeto que, sejamos sinceros, já não tem aquele apelo de antigamente. Especialmente porque crescemos com os anos que passaram e a magia que os mais novos se deixam capturar já não existe para nós, jovens adultos. No entanto, para nós, existe sempre aquela nostalgia que permanece intocada. Querem um bom exemplo disso? Eis um:

Mesmo anos depois, não deixamos de sentir aquele hype após ver este tema de abertura, que nos serve de âncora para novas aventuras. Hoje em dia, as séries mais modernas revelam como mais kid friendly, mas houve uma época em que estas detinham aquele negrume que nos acompanha quando crescemos. A cada ano que passava, éramos presenteados com novas séries, com novos inimigos, novos protagonistas, novos fatos, novos brinquedos… existia sempre algo de novo para nos maravilharmos. E isto sem esquecer, claro, que as séries não se restringem apenas na vertente da ficção científica. Há umas que abordam, até, uma vertente mais mística, por exemplo. Ou seja, existe sempre um pouco de cada coisa para cada pessoa diferente.

Power Rangers também provou que cada aventura se insere num universo cada vez mais expansivo. E isso vê-se claramente nos episódio crossover, em que a nova equipa junta forças com uma equipa anterior para combater um inimigo comum. Como criança, é impossível não sentirmos aquele hype de vermos duas gerações de guerreiros adolescentes a confraternizarem e a tentarem trabalhar em equipa em nome de um bem comum. E os crossovers que servem de celebração ganham ainda maior dimensão e importância. Case in point:

Power Rangers

Esta imagem foi retirada do episódio Forever Red, da série Power Rangers: Wild Force. Isto poderia muito bem ser apenas mais um crossover entre muitos outros que tinham vindo antes, mas este crossover serve de prova que Power Rangers ainda consegue fazer algo único, visto que, além de ser um crossover, é um episódio que celebra os primeiros 10 anos de existência da saga. 10 Rangers Vermelhos, unidos para combater uma ameaça em comum. Existe aquela magia de vermos aqueles velhos amigos unidos sob uma única cor e a salvarem o dia, como de costume. Uma tendência que se têm repetido ao longo da existência dos Power Rangers como série e que certamente estará a preparar algo de mágico, agora que esta propriedade celebra 25 anos de existência!

Mas não é apenas na televisão que os Rangers têm vindo a conquistar legiões de fãs. Por exemplo, em 2017, tivemos direito a uma nova versão dos clássicos Power Rangers, indicado para uma camada mais juvenil numa era dominada pela globalização e redes sociais. Embora o filme tenha falhado em algumas vertentes, não deixa de ser uma viagem pela memory lane, um filme que replica a nostalgia de tempos áureos em outras propriedades como ITStranger ThingsEverything Sucks! ou 1986.

Mas se há um meio em que regista uma evolução indicada para nós como adultos, é a área das bandas desenhadas. Graças aos esforços da Boom! Studios, temos direito não a uma, mas DUAS sérias de Power Rangers, intituladas Power RangersMighty Morphin’ Power Rangers. Estas capturam os velhos comparsas de antigamente (nomeadamente os primeiros Rangers de todos!) e colocam-nos em novas situações que os levam aos limites. E também não possui receio de abrir novos caminhos. Por exemplo:

Lord Drakkon

Este é o Lord Drakkon, um dos vilões mais recentes das séries. Vou incorrer em SPOILERS nesta parte: foi revelado que Drakkon é, nada mais, nada menos, que Tommy Oliver (também conhecido como o Ranger Verde ou Ranger Branco) numa dimensão paralela em que os Rangers ou estão extintos ou tornaram-se maléficos. Apesar de compreendermos as razões para esta conversão, Drakkon não deixa de ser um dos oponentes mais formidáveis dos Power Rangers em anos recentes. E este protagonizou o recente crossover denominado Shattered Grid, que promete trazer ramificações sólidas na mitologia. Enquanto esperamos pelo eventual tratamento live-action, seja no pequeno ou grande ecrã, ainda foi lançado um teaser para este evento em formato live-action, e podem conferi-lo aqui:

Portanto, e apesar de não ter o mesmo apelo de antigamente, não se pode dizer que, passados 20 anos, Power Rangers não tem receio de avançar por novos territórios e que permitem redefinir o que antes conhecíamos da série de 1993. Por isso, muitos parabéns aos vários Rangers que nos têm capturado o imaginativo ao longo destes 25 anos. Venham mais 25!

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