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Preacher – 3×06 – Les Enfants du Sang

Preacher

CONTÉM SPOILERS!!!

Com tanto negrume a ocorrer ao mesmo tempo, é fácil de esquecer que Preacher é, na sua génese, uma comédia negra. Ao sexto episódio, Les Enfants du Sang consegue recuperar essa sua vertente há algum tempo perdida. Ou seja, este episódio é, acima de tudo, divertido!

Com as vidas de Marie (Betty Buckley) e Tulip (Ruth Negga), Jesse (Dominic Cooper) vê-se obrigado a juntar forças com T.C. (Colin Cunningham) e Jody (Jeremy Childs) numa operação arriscada. Enquanto isso, Cassidy (Joseph Gilgun) trava conhecimento com os Les Enfants du Sang, um culto vampírico, e o seu carismático líder, Eccarius (Adam Croasdell). Ao mesmo tempo, Starr (Pip Torrens) vê os seus planos a sofrerem uma pausa quando Allfather (Jonny Coyne) dá o ar de sua graça. 

Como já foi dito acima, este episódio revelou-se como o mais divertido da temporada. E muito se deve ao arco dedicado a Jesse e companhia que, para poderem salvar a vida da líder de Angelville, decidem assaltar um banco. Isto envolve cenas em que o quarteto começa a planificar o assalto. E quando os planos não correm conforme o planeado… há sempre um momento ou outro improvisado que nos arranca algumas gargalhadas. Se bem que o momento de T.C. serve de ilustração da loucura que reina em Preacher.

Cassidy também teve direito a um destaque no episódio desta semana após ter sido ofuscado por completo. E fê-lo com a chegada de Eccarius. Tal como Cassidy, Eccarius é um vampiro. No entanto, este apresenta-se como o típico cliché dos filmes antigos sobre vampiros: é belo, carismático, consegue voar, hipnotizar as suas vítimas e transforma-se em animais para se passar despercebido. Fica claro que este episódio deu o empurrão para o nascimento de uma nova dupla sobrenatural dentro da série, e não podíamos ter ficado mais satisfeitos com as personalidades diferentes dos dois vampiros, além de nos terem relembrado que a imortalidade pode ser algo lindo no papel, mas que traz consigo duras consequências.

Infelizmente, o segmento dedicado à Grail deixou bastante a desejar nesta vertente. Sim, foi interessante vermos Starr a “baixar a crista” perante o líder da organização religiosa, mas fica a ideia de que este segmento merecia uma maior atenção. Especialmente considerando os momentos finais do segmento de Jesse Custer.

Outro ponto negativo, a meu ver, foi o regresso de Eugene (Ian Colletti). Era uma questão de tempo até que o recém-escapado do Inferno fosse mostrar a sua cara. No entanto, ele foi remetido apenas para o cold open, para nunca mais voltar a ser visto durante o episódio. Para o “início de uma nova história”, deixou muito a desejar.

Podem ler o nosso Frame By Frame anterior aqui.

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Após cinco episódios um bocado moribundos, eis que Preacher regressa ao que sabe fazer melhor: ser uma comédia negra!

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