Cinema Críticas

Crítica: Up (2009)

Título original: Up

Título: Up – Altamente

Realizado por:  Pete Docter e Bob Peterson

Elenco: Edward AsnerChristopher Plummer, Jordan Nagai

Duração: 96 min.

Após os primeiros minutos do filme, percebi que não era a única cá em casa que estava à beira das lágrimas. Nunca me ocorreu ficar excitada depois de apenas alguns minutos de filme. Uma história de amor sem palavras, em poucos minutos.

O filme começa em grande estilo, com um prólogo de cerca de quinze minutos que são facilmente os melhores que a Pixar fez. Com uma narração através da música e imagem, independentemente do diálogo, conhecemos a história do protagonista misturando comédia e drama, adicionando um pouco de cada elemento para criar um cocktail perfeito.

Em Up, Carl Fredricksen (voz de Edward Asner) e a sua esposa Ellie tiveram um sonho compartilhado desde a infância: visitar as exóticas Paradise Falls na América do Sul, um lugar que o outrora famoso explorador Charles Muntz (voz de Christopher Plummer) afirmava ser o mais belo no mundo. Depois de Ellie morrer, Carl decide realizar o sonho da sua amada esposa, revelando centenas de balões para levar a sua casa até Paradise Falls. Sem o conhecimento de Carl, um jovem explorador chamado Russell (voz de Justin Nagai) junta-se à aventura.

No final, o que mais lembramos são as personagens: o adorável Carl, que se esconde atrás da sua casca protetora e nutrindo as suas memórias de Ellie; o idealista Russell; o pássaro exótico; Dug, o cachorro falante. A moral é que o pássaro azul da felicidade pode ser encontrado no seu próprio quintal. Mas é acompanhado por outra mensagem, aquela que Charles Muntz não conseguiu captar – que criaturas fabulosas da natureza deveriam ser deixadas a viver nos seus habitats naturais ao invés de serem capturadas e trazidas para cativeiro.

Embora a busca de encontrar um ente querido perdido seja um tema comum nesta obra da Pixar, neste caso é abstraída uma coisa. O que Carl espera recuperar não é a própria Ellie, mas sim o que ela representa para ele: o consolo da família, a esperança no futuro e um motivo para continuar. E eu relato que, no final, ele encontra todos os três.

Up é algo novo, um fio de aventura embutido num conto adulto sobre luto e arrependimento, finalidades perdidas e redescobertas. Ao todo, proporciona uma escrita deliciosa, generosidade na narrativa e afeto emocional – como um presente muito especial – para o público jovem, adulto e todos os pontos intermediários.

Muitas coisas positivas sobre Up podem ser mencionadas: a sua perfeição técnica, a sua trilha sonora magnífica, o seu senso de humor, e um magnífico elenco de personagens carismáticas. Mas, acima de tudo, o que deve ser focado não é outra coisa senão a sua sinceridade: não pretende ser algo que não seja. Em suma, só tenho a dizer: Obrigado, Pixar.

Trailer | Up

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