Cinema Críticas

Crítica: Mulan II (2004)

Título original: Mulan II

Título: Mulan 2

Realizado por: Darrell Rooney e Lynne Southerland

Elenco: Ming-Na Wen, BD WongMark Moseley

Duração: 79 min.

No original de 1998, Mulan vestiu um disfarce masculino para provar a sua coragem como guerreira, enquanto salvava a China dos hunos. Desta vez, não há similaridade na sequência, que reintroduz Mulan (novamente dobrada por Ming-Na Wen) enquanto se prepara para se casar com o heróico Shang (BD Wong). 

Mas Mulan ainda consegue um novo golpe para a igualdade das mulheres quando ela e Shang são obrigados a escoltar três filhas do imperador (Pat Morita) para uma província vizinha. As princesas, no entanto, rapidamente se apaixonam pelos soldados e não querem continuar com o plano. Graças à intromissão do dragão Mushu (Mark Moseley), Mulan e Shang separam-se e selam a sua aliança, mesmo quando descobrirem como salvar a China novamente.

Claramente, os criadores tiveram alguma dificuldade em descobrir como reconstruir a lenda. Mulan II joga como um desenho animado de sábado de manhã. Embora no primeiro filme a independência de Mulan e o seu senso de identidade a levaram a desobedecer ao seu pai para protegê-lo e salvar o seu país, aqui “seguir o coração” significa que as personagens se apaixonam instantaneamente e então desconsideram acordos feitos. Em vez de fortes, parecem mais volúveis. 

Mas mais uma vez, Mulan faz-nos refletir sobre as culturas e, novamente, por causa dos papéis que as mulheres tinham que sofrer naquela altura. Na primeira versão mostrou que uma mulher poderia ter uma ideia brilhante e lutar para salvar um país, e neste criticou os casamentos arranjados que têm que sofrer em alguns países. Pode fazer-nos refletir sobre o amor, se é certo forçar uma pessoa a casar sem amor, apenas por interesses pessoais.

A história em si é boa, recupera as personagens mais engraçadas do primeiro filme, e as piadas também seguem o mesmo caminho, embora alguns truques de Mushu tenham pouca justificativa. É de certa forma curto, já que não houve tanta ação como no primeiro, tendo sido, maioritariamente, baseado no sentimentalismo. Mas as intenções permanecem as mesmas e respeitáveis.

A música perde qualidade, as canções têm menos graça, mas a parte instrumental continua a apresentar certa harmonia, embora os sons tradicionais que foram dados na primeira parte (únicos e irrepetíveis) não sejam repetidos.

Em suma, é um filme divertido, o que é bom para passar o tempo e ter um momento ocasional de emoção. Um bom resultado para uma das heroínas mais carismáticas da Disney.

Podem ler a nossa opinião do primeiro filme aqui.

Trailer | Mulan II

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