Cinema Críticas

Crítica: Godzilla: City on the Edge of Battle (2018)

Godzilla: City on the Edge of Battle

Nome: Godzilla: No Limiar da Batalha
Título Original: Godzilla: City on the Edge of Battle
Realizadores: Hiroyuki SeshitaKôbun Shizuno
Elenco: Mamoru MiyanoKana HanazawaAri OzawaTakahiro SakuraiJun’ichi SuwabeReina UedaKenta Miyake
Duração:
 101 minutos

No início do ano, a Netflix distribuiu o filme Godzilla: Planet of the Monster. Quando foi lançado, este primeiro filme animado em 3D de três trouxe uma premissa interessante para acompanhar, já para não falar de contar com twists inesperados que nos fizeram desejar por mais. O filme não era perfeito, mas serviu o seu propósito de entreter com uma história de Godzilla bem ao estilo japonês. Sendo o primeiro de uma trilogia, seria mais do que inevitável que tivéssemos direito a uma sequela. E o resultado é Godzilla: City on the Edge of Battle. No entanto, fica a ideia de que este se trata de um produto que devia ter estado mais tempo na preparação, porque esta sequela deixa bastante a desejar!

Passado imediatamente após os eventos chocantes do filme anterior, Haruo e os seus camaradas tentam encontrar uma maneira de derrotar o gigantesco Godzilla de 300 metros. A sua resposta aparece na forma de MechaGodzilla que, durante os 20.000 anos passados deste o êxodo da Humanidade, evoluiu até se tornar numa verdadeira cidade inteligente.

Em termos técnicos, City on the Edge of Battle partilha dos mesmos sistemas técnicos que o seu predecessor. Portanto, o estilo de animação a 3D pode reunir tanto apreciadores como apreensivos nesta vertente. Mas tendo em conta que a fluidez e os modelos permanecem praticamente inalterados, não adianta muito adiantar nesta vertente.

Portanto, mais vale investir esta crítica à sua história. Ou melhor, na sua inexistência. Apesar da loucura da premissa do filme anterior, Planet of the Monsters deu-se ao trabalho de dar algo para os seus intervenientes fazerem durante o seu curso. O mesmo não se regista neste City on the Edge of Battle, em que os sobreviventes simplesmente estão presentes para trocar diálogos sem qualquer sentido ou motivação. A introdução da Cidade MechaGodzilla prometia ser um objetivo cativante; infelizmente, o filme não se dá ao trabalho de fazer uma apresentação cativante.

Também é difícil de apoiar a raça humana numa Terra evoluída quando se tem um miúdo como Haruo como protagonista. Existem momentos em que este exibe um nível de inteligência fora do comum. No entanto, age e reage como um típico adolescente com as hormonas à flor da pele, a transmitir falas que nem fazem qualquer sentido.

Um dos chamarizes dos filmes de Godzilla é vermos o lagarto gigante a destruir uma cidade. Pode ser uma coisa estranha de dizer, mas tem aquele justiça poética vermos uma força da Natureza a dizimar uma obra humana, responsável por poluição e destruição do planeta (de recordar que o Godzilla de 1954 serviu de analogia sobre os perigos da energia radioativa). Infelizmente, City on the Edge of Battle conseguiu a magnífica proeza de uma destruição típica que não consegue chocar-nos.

Em suma, City on the Edge of Battle é uma sequela desnecessária que possuía ideias interessantes que mereciam ser melhor explorados. Portanto, é uma pena que o filme não se dê sequer a esse trabalho.

Trailer: Godzilla: City on the Edge of Battle

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