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Megalo Box: como levar a nostalgia a outro nível

Megalo Box

Não é um grande segredo que, nos últimos anos, a nostalgia tem vindo a fincar os seus dentes nos media mais populares. Esse efeito foi o grande fator que levou milhões de cidadãos a marcarem presença nos cinemas para verem Star Wars: The Force Awakens em 2015. Nos últimos anos, séries como Stranger ThingsEverything Sucks! ou filmes como It ou Ready Player One têm jogado com toda a força com as suas referências à cultura pop. Portanto, sim, a nostalgia tem vindo a marcar uma forte presença nas nossas vidas.

No entanto, ainda estamos um bocado longe de obter um produto que nos atire mesmo para tempos longínquos, ainda que tivéssemos obtido algumas pérolas pelo meio. Daí de Megalo Box, a mais recente obra do estúdio TMS Entertainment, ser uma espécie de lufada de ar fresco! De notar que este artigo se focar na adaptação deste ano, uma vez que já houve uma outra série lançada durante os anos 70!

Adaptado da série de manga Ashita no JoeMegalo Box passa-se durante um futuro obscuro, em que as pessoas com uma licença e identificação vivem numa zona rica, ao passo que os pobres têm de sobreviver numa zona empobrecida. A série de 2018 acompanha Junk Dog, um praticante de Megalo Boxing, uma modalidade desportiva semelhante com o boxe tradicional, coma única diferença na forma dos exosqueletos que os praticantes usam para desferir golpes mais fortes. Junk Dog leva a sua vida a lutar em ringues ilegais com combates já programados. No entanto, um encontro alheio leva ao reconhecimento das suas capacidades físicas, lançando um convite para alcançar o torneio Megalonia

Não me vou alongar muito sobre a sua história, uma vez que fica o convite para vocês mesmo se aventurarem neste mundo estranho. Em vez disso, irei mostrar um pouco sobre o porquê de esta série ter uma nostalgia. E, para esse efeito, deixo-vos já o trailer aqui em baixo:

Decerto poderão estar a pensar “Se esta série foi lançada em 2018, numa era em que as técnicas de animação continuam em constante evolução, como é que esta consegue ser tão… retro?”. Se esse for o caso, não serão os únicos a pensar desta maneira! Este design pode parecer um pouco antiquado quando comparado com várias séries de anime que podemos encontrar hoje em dia. No entanto, o facto de oferecer este “passo atrás” foi uma aposta propositada. Ao ver este trailer pela primeira vez, dei por mim a relembrar as séries dos anos 90 como Cowboy BebopTrigunRurouni Kenshin ou outros. E é por isso que Megalo Box torna-se num underdog dentro do género, acabando por se tornar num dos produtos mais apelativos de 2018 em termos de estilo de animação.

Mas não é apenas pela animação que a série fica a ganhar pelo estilo de animação. O próprio design das personagens ou dos espaços cénicos ajudam a catapultar essa ideia. Os Gears – os exosqueletos que os lutadores usam – não são tão belos ou sofisticados como as evidências tecnológicas que vemos em séries de hoje em dia. Desde os objetos, cenários, o próprio design das personagens, tudo em Megalo Box remonta-nos para as séries de anime futuristas que foram exibidas durante os anos 90.

Hoje em dia, são vários os produtos audiovisuais que recorrem a nostalgia, sob a forma de referências, músicas, guarda-roupa, eventos ou outros. Megalo Box não possui essas mesmas referências, refugiando-se na sua estética retro dos anos 90 e na era do VHS, o precursor do DVD e do Blu-Ray. E é por isso que se torna numa das séries obrigatórias para se ver deste ano. E também são 12 episódios, portanto, ideal para uma mini-sessão de binge-watching!

 

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