Cinema Críticas

Crítica: The Incredibles II (2018)

Nome: Os Incríveis II
Título Original: The Incredibles II,
Realizador: Brad Bird
Elenco: Craig T. NelsonHolly HunterSarah VowellHuck MilnerCatherine KeenerBob Odenkirk.

Duração: 118 min.

Depois de 14 anos de espera, a família mais incrível do planeta está de volta ao grande ecrã com uma super aventura. Após derrotarem Syndrome (Jason Lee), os Parr enfrentam o Underminer (John Ratzenberger), mas os estragam que provocam levam a que a lei que torna os super-heróis ilegais não seja retirada e a família novamente de esconder os seus poderes.

É aí que Winston e a sua irmã Evelyn, a responsável por inventar a tecnologia DEVTECH,  entram e propõe a Helen, Bob e Lucius (Samuel L. Jackson) conquistar o público utilizando câmaras para filmar as suas actividades heróicas. Helen é escolhida para representar os super-heróis e, para isso ser possível, Bob tem ficar em casa a tomar conta dos filhos do casal, Violet, Dash e Jack-Jack.

Quase uma década e meia de espera deixou os fãs em pulgas e a sequela atraiu milhares às salas de cinema. Mas The Incredibles II foi tudo o que esperávamos?

Sendo um filme tipicamente para crianças, seria de esperar que os diálogos não fossem tão compridos e aborrecidos, repletos de conversas técnicas que em nada acrescentam à história. Apesar de o seu enredo estar bem conseguido e de dar seguimento ao que foi criado durante o primeiro filme, não podemos de deixar de nos sentir desiludidos porque, 14 anos depois, esperávamos mais.

Contudo, não podemos deixar de elogiar a boa adaptação aos problema da sociedade atual. Bob, o grande protagonista do primeiro filme, passa para segundo plano e é Helen, a sua mulher, que assume as rédeas da luta pelos direitos dos super-homens. A Elastic Girl é uma grande representante da afirmação do poder feminino que se tem consolidado na nossa sociedade durante o último século. De super-heroína a dona de casa e mãe de família, Helen luta contra o desejo de ser algo mais, enquanto tenta balancear a vida familiar com a profissional.

Também Bob é o reflexo dos maridos que, cada vez mais hoje em dia, abdicam da sua carreira profissional e ficam em casa a cuidar da família. O seu desejo de voltar aos dias de glória entra em conflito com a vontade de apoiar a mulher, mas Bob faz o seu melhor para compreender os filhos.

Mas as verdadeiras estrelas do filme são os três irmãos. Jack-Jack demonstra os seus primeiros poderes e deixa a família completamente surpreendida com as suas capacidades, o que é a causa de diversas situações caricatas. Dash continua com o seu sonho de se tornar um verdadeiro super-herói, mas ficou ligeiramente esquecido quando comparado com o filme anterior. Apesar de se aprofundar a sua relação com os irmãos, para trás ficou o drama que vivia de não poder competir devido aos seus poderes. Já Violet brindou-nos com a sua recém descoberta força e personalidade, surpreendendo os fãs e a família com as suas atitudes tipicamente adolescentes.

Os fãs esperaram e desesperaram, mas The Incredibles II, apesar dos pequenos defeitos, é uma doce viagem pelas recordações de infância. Para mim, que fiz questão de me fazer acompanhar por jovem primo, de apenas 5 anos, foi a união do meu passado com o meu presente e, espero do fundo do meu coração, que o seu primeiro encontro com esta família tão incrível tenha criado uma memória tão inesquecível para ele como foi para mim.

Trailer | The Incredibles II

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