Frame by Frame The Handmaid's Tale TV

The Handmaid’s Tale – 2×12 – Postpartum

The Handmaid's Tale

PODE CONTER SPOILERS!

Contrariando o que aconteceu em alguns episódios de The Handmaid’s Tale, desta vez não começamos no exato momento onde ficamos a semana passada. Aquela réstia de esperança de June (Elisabeth Moss) ter escapado da casa abandonada com a filha Holly, depressa desvaneceu quando vemos Serena (Yvonne Strahovski) com a bebé. Esta finalmente conseguiu aquilo que mais queria e nunca pôde ter e a devoção que ela tem para com “Nichole” é de louvar.

A serva tem apenas uma função agora e longe da casa dos Waterford: tirar leite do peito para ser mandado para a “filha”. Mas, a relação entre ela e o casal não é assim tão linear e mesmo depois do ato cruel que tiveram para com ela, Offred volta para casa destes de modo a dar melhores condições à recém-nascida. É percetível que Fred (Joseph Fiennes) continua obcecado por June e esta, está disposta a fingir colocar de lado tudo o que aconteceu, para se aproximar dele mais uma vez e, quem sabe, finalmente fugir daquele lugar.

Do outro lado da narrativa, vemos Emily (Alexis Bledel) a ser recolocada na casa de um comandante depois da morte do outro. Ainda que tenha sido rejeitada por alguns, o certo é que finalmente consegue um que a aceita: Lawrence (Bradley Whitford), o responsável pela economia do regime. Quando este aparece, tive logo arrepios. Não sei se devido ao papel do ator no filme Get Out, mas pela maneira estranha como se comporta e como a sua casa é apresentada, cheia de quadros e objetos estranhos e de diferentes culturas.

Quando ainda tinha esperanças que afinal este se revelasse um bom homem e a ajudasse (ainda para mais depois da cena do interrogatório com o vinho) Eleanor, a esposa, revela que ele é um monstro e o responsável pelas colónias e tudo que lá se passa. Se alguém acredita que a serva deixará isto passar em branco, acho que vai estar redondamente enganado e estou ansioso para ver o desenlace desta história.

Mesmo com tudo isto, a protagonista do capítulo é Eden (Sydney Sweeney). Quando apareceu, acho que foi quase unânime a estranheza com a miúda. Nunca pareceu de confiança, embora sempre tenha feito tudo para se ambientar àquele novo mundo e agradar a todos. Difícil achar que ela algum dia iria quebrar alguma das regras, pois cresceu em Gilead e em tudo que isso implica. Mas inevitavelmente aconteceu e depois de a termos visto trair Nick, o marido e a ter julgado, só agora a consegui perceber. E doeu.

Ela apenas se apaixonou. Ela encontrou em Isaac o que Nick (Max Minghella) não lhe conseguia dar: amor e devoção. E o coraçãozinho jovem, com aquela rebeldia tão característica da adolescência, decidiu falar mais alto. Podia ter dado tudo certo se tivessem conseguido fugir, mas também eles foram caços e julgados. Na piscina, sob o olhar atento de várias pessoas, os dois jovens são pressionados a confessar os pecados e pedir perdão. Mas Eden decide levar avante o amor. Tendo como referência a carta de São Paulo aos Coríntios, a jovem proclama:

“Love is patient, love is kind. It does not envy, it does not boast. It does not dishonor others. It is not self-seeking.” 

E são atirados os dois amantes, com pesos agarrados às pernas, para dentro da piscina onde acabam por morrer. Juntos. Toda a cena foi perturbadora, ainda para mais, sem som, apenas com uma banda sonora aterradora e as expressões de horror de quem assistia. Isto é Gilead. E isto tem de parar.

A última cena deixa-me mais uma vez confuso com Serena. Depois de tudo que aconteceu, agora cede a “filha” a June para esta lhe dar o leite do peito diretamente. A sério? Esta mulher é mais bipolar que o tempo em Portugal!

Ainda que esperasse um episódio mais arrebatador de The Handmaid’s Tale para o penúltima semana, é certo que, mesmo assim, foi extremamente forte e triste, deixando-nos ansiosos para que virá aí na próxima semana.

Podem conferir o Frame By Frame anterior aqui.

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Ainda que esperasse um episódio mais arrebatador de The Handmaids Tale para o penúltima semana, é certo que, mesmo assim, foi extremamente forte e triste, deixando-nos ansiosos para que virá aí na próxima semana. 

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