Cinema Críticas

Crítica: The Death of Superman (2018)

The Death of Superman

Nome: The Death of Superman
Realização: Jake CastorenaSam Liu
Elenco: 
Jerry O’ConnellRebecca RomijnRainn WilsonRosario DawsonNathan FillionChristopher GorhamMatt LanterShemar MooreNyambi NyambiJason O’Mara
Duração:
 81 minutos

The Death of Superman foi um evento marcante nas bandas desenhadas. Não só serviu de introdução ao icónico Doomsday, um dos vilões mais presentes de Superman, mas também trouxe a “morte” a um personagem que estava a correr o risco de se tornar previsível. Este evento marcou toda uma indústria ainda nos inícios dos anos 90, já para não falar dos inúmeros fãs que se deixam inspirar nas ações e bondade do Homem de Aço. Com este impacto, esta história teve direito a duas adaptações, com resultados mistos. O embate entre Superman e Doomsday foi brevemente capturado em Superman/Doomsday, mas não recebeu a dedicação necessária. O mesmo se aplica a Batman v Superman: Dawn of Justice, que consistiu num breve terceiro ato que deixou bastante a desejar (tirando uma Gal Gadot em ação como Diana Prince/Wonder Woman). Portanto, e considerando este track record pessimista, as expectativas estavam mesmo em baixo para este The Death of Superman, uma nova adaptação da clássica história. No entanto, onde as restantes falharam, este acaba por triunfar.

Deixem-me iniciar pelo ponto negativo do filme: a sua previsibilidade. O título já diz tudo o que precisamos de saber sobre o desfecho final do filme. E considerando o impacto desta história ao longo de 20 anos, este filme não inova em muitos aspetos. No entanto, às vezes não interessa o destino, mas sim o trajeto. E é aqui que The Death of Superman acaba por triunfar em relação às adaptações anteriores.

Apesar de sabermos do perigo eminente, e da ascensão do perigo constante, o filme debruça-se no próprio Homem de Aço. Considerando que este filme faz parte de uma continuidade exclusiva ao universo de filmes animados, pouco ou nada sabemos sobre este Clark Kent. Jerry O’Connell está a cargo deste one-man show, por assim dizer. Mas em vez de abordar os seus feitos heróicos ou a sua relação com os seus super-amigos, o filme dá-se ao trabalho de explorar o seu lado humano. E nada fica mais patente do que a sua relação crescente com Lois Lane (Romijn). Funcionando como uma espécie de reboot desta continuidade, o romance entre o Kryptoniano e a intrépida repórter do Daily Planet ganha o centro das atenções. E esta espécie de “prólogo”, que se foca no homem em vez do herói, acaba por funcionar melhor do que o prólogo presenciado em Batman: The Killing Joke.

Mas quando a ação começa, esta não pára nem abranda. Doomsday consegue provar o porquê de ser material dos nossos maiores pesadelos, apesar de não possuir uma réstia de personalidade. E The Death of Superman é praticamente um filme de Superman e Doomsday, com o filme a construir o palco para o combate do século.

Infelizmente, e apesar dos bons esforços de O’Connell e, surpreendentemente, de Romijn, o resto do elenco deixa a desejar. Por mais que hajam fãs de Rainn Wilson após a sua dedicação à série The Officea verdade é que o ator deixa bastante a desejar como um Lex Luthor convincente. O mesmo se aplica aos membros da Liga da Justiça, que pouco ou nada fazem do que batalhar um Doomsday demasiado poderoso para eles. Talvez seja para nos relembrar que este filme faz parte da mesma continuidade; no entanto, os filmes animados a solo de Batman não fazem recurso à Liga da Justiça, não importa a gravidade do enredo.

Mas não se preocupem, que a adaptação não se ficou por aqui. Para o ano que vem, teremos a sequela, Reign of the Supermen, também ela uma adaptação, mas que acaba por ganhar pontos por explorar um novo território que outros filmes, tanto live-action como animados, ainda não se atreveram a explorar.

Trailer: The Death of Superman

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