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The Handmaid’s Tale – 2×11 – Holly

The Handmaid's Tale

PODE CONTER SPOILERS! 

O episódio desta semana de The Handmaid’s Tale começa exatamente no momento que ficamos na semana passada. June (Elisabeth Moss) está abandonada numa casa no meio do nada, depois de Nick (Max Minghella) ter sido alvejado e levado por dois Olhos. Prestes a dar à luz, a serva reune forças com o único objetivo de sobreviver àquele lugar e quem sabe, fugir de uma vez por todas de Gilead.

Em momentos repletos de tensão que nos deixam com o coração nas mãos, ela tentar arranjar algo pela casa que a faça fugir, conseguindo encontrar um carro na garagem que nos proporciona um grande momento: a voz de Oprah Winfrey ecoa na rádio, com uma mensagem de esperança que não faz mais que deixar um sorriso na cara da protagonista.

Querem uma surpresa? No meio disto tudo, Serena (Yvonne Strahovski) e Fred (Joseph Fiennes) aparecem na casa à procura de Offred. Esta, silenciosamente, observa-os, enquanto assiste a uma feia discussão entre os dois, onde se acusam um ao outro da culpa daquilo. O comandante revela não ser uma pessoa tão fria e sem coração como parece, por ter sentido remorsos pela violação, enquanto a esposa o relembra que a serva nunca gostou dele, assim como o facto de ter deixado tudo para poder ser mãe.

A cena que se segue é incrível e faz-nos suar em bica quando, no andar de cima, June aponta uma espingarda para os Waterford. Um pequeno disparo poderia mudar tudo, mas acaba por não acontecer, algo que sinceramente, já esperava, tendo em conta aquilo que já conhecemos dela. Mas, se tivermos de falar do ponto forte do capítulo é, sem dúvida, a cena do parto. O nascimento da filha (Holly, com o nome da avó, uma força da natureza) fora de todas as cerimónias do regime e, só isso, já nos aquece o coração.

O trabalho de fotografia e realização, que tem sido impecável, aqui atinge um nível de excelência como é difícil fazer. Os planos, os diferentes ângulos que nos mostram várias perspetivas, o trabalho da câmara em manter-nos dentro da situação a todo o momento. Os jogos de cores são uma constante em The Handmaid’s Tale, mas aqui assumem ainda mais força e ficamos rendidos só de olhar. Os diálogos, ainda que sejam quase inexistentes durante todos os minutos, quando surgem, são extremamente fortes e bem encaixados.

Enquanto que Holly vem ao mundo, vamos vendo flashbacks do nascimento de Hannah, que têm aqui o papel de nos mostrar as diferenças entre o antes e o depois de Gilead. Este é sem dúvida o episódio que usarão para premiar Elisabeth Moss em todos os prémios para que for nomeada. A sua performance está para lá do magnífico, levando quase durante 50 minutos, o enredo às costas e, ultrapassando-se a si mesma tanto a nível físico como emocional.

Não podia ainda, deixar de dar ênfase às duas cenas onde aparecem um lobo. À primeira vista, vê-la vestida de vermelho com o lobo a olhar, só nos lembramos da história do Capuchinho Vermelho. Obviamente que achamos que June será atacada por ele a qualquer momento, mas também aqui, o aparecimento dele é simbólico e ambíguo. Por um lado demonstra o lado maternal e familiar que este animal possui, enquanto por outro é o lado selvagem e perigoso que este tem. A protagonista vive no episódio as duas coisas e aqui está uma das magias da série: aquelas pequenas coisas que aparentemente não parecem ter importância, mas se as descortinarmos, dão-nos uma nova luz para aquilo que vimos.

Holly é, sem dúvida, um dos capítulos mais fortes que a série nos trouxe até então. Focando-se quase por completo na jornada da serva principal em escapar mais uma vez e no momento do nascimento da filha, algo que tanto ansiavamos, a nota não poderia ser mais positiva, com tudo a funcionar de maneira perfeita, concluindo que The Handmaid’s Tale é uma das melhores séries dos últimos anos e, a melhor temporada deste ano.

Vejam a nossa opinião do episódio anterior aqui. 

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95%
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Holly é, sem dúvida, um dos capítulos mais fortes que a série nos trouxe até então. Focando-se quase por completo na jornada da serva principal em escapar mais uma vez e no momento do nascimento da filha, algo que tanto ansiavamos, a nota não poderia ser mais positiva, com tudo a funcionar de maneira perfeita, concluindo que The Handmaids Tale é uma das melhores séries dos últimos anos e, a melhor temporada deste ano. 

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