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Luke Cage – 2×10 – The Main Ingredient

Luke Cage

CONTÉM SPOILERS!!!

Bushmaster está à solta. E levou Tilda consigo. Foi assim que terminou o episódio anterior. Este episódio retoma essa linha de narrativa, com Luke (Mike Colter) em busca de duas agulha no palheiro que é Nova Iorque. Mas Luke não está só nesta senda; neste episódio, Luke recebe a ajuda de…

DANNY RAND (Finn Jones)!!!!

Antes de me aprofundar nesta team-up surpresa, confesso que Danny Rand (também conhecido como o Imortal Punho de Ferro, Defensor de K’un-L’un, Inimigo Jurado da Mão) não era um dos Defenders favoritos. Nada contra o ator Finn Jones, decerto que fez o melhor que pôde com o material que tinha em mãos. Mesmo assim, a sua entrega deixou bastante a desejar na sua série a solo (cortesia de Scott Buck, que viria a servir de showrunner da igualmente paupérrima Inhumans). Ainda teve alguns momentos redentores em The Defenders (aliás, defendo que as suas interações com Mike Colter como um dos destaques desta mini-série), mas ainda possuía aqueles defeitos do costume.

Portanto, e nem sei como me atrevo a dizer isto, mas Danny Rand acaba por ser um dos pontos fortes deste 10º episódio de Luke Cage! E isto porque este não é o mesmo Danny Rand do costume. Este é um Danny Rand mais relaxado, mais descontraído, mais zen. E as suas interações com Luke Cage continuam a variar entre o drama amigável entre dois Defensores e também com um pouco de humor dado os seus backgrounds diferentes (o misticismo de Danny vs. experiência de vida de Luke, por exemplo). Mesmo a cena de ação que protagonizam no terceiro ato mostra o quão diferente Danny se encontra. Finn Jones não é nenhum mestre de artes marciais, mas a ver estas cenas, consegue ser mais realista, mais fluído que as aventuras anteriores. A sua missão pode não ter levado diretamente a Bushmaster, mas isso não implica que não tenhamos aproveitado este trajeto do princípio ao fim.

Mas Luke e Danny não foram os únicos à procura de Bushmaster neste episódio. Mariah (Alfre Woodard) e Shades (Theo Rossi) também se juntam à busca, mas através de uma metodologia diferente. Aliás, mesmo esta dinâmica está completamente diferente. Esta é uma Mariah que descartou o nome Dillard por completo e abraça o Stokes por completo. E a julgar pelos seus atos durante o episódio, fica a conclusão que esta transição de poder – de ex-vereadora humanista para rainha do crime – parece que está para ficar. Não só isso, mas mesmo essas ações parecem estar a ditar um rumo sem retorno, pelo menos julgando pela reação de Shades no Harlem’s Paradise. Aliás, nas próprias palavras de Anansi (Sahr Ngaujah): quando se procura vingança, deve-se fazer duas sepulturas. Se esta é uma tentativa de Luke Cage preparar um foreshadowing, bem, foram bem sucedidos nessa frente. Apesar de Mariah ainda não ser uma personagem à altura do falecido Cottonmouth.

Infelizmente, era inevitável que o episódio fosse pecar num aspeto ou outro. E a vítima foi Misty (Simone Missick). Após uma boa porção da temporada também em busca de Bushmaster, além de tentar encontrar uma maneira de colocar Mariah atrás das grades, torna-se estranho vermos a personagem numa missão secundária, em busca de um possível traidor na esquadra. Claro que este segmento culmina num momento merecido para a personagem após imensos sacrifícios, mas fica a ideia de que isto podia muito bem ter sido ignorado ou pelo menos que tivesse uma ligação direta com os eventos principais. Infelizmente, tal não se registou.

Leiam o Frame By Frame anterior aqui.

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Um episódio stand-alone de Luke Cage que só fica a ganhar pela presença de um Danny Rand, versão 2.0.

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