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Luke Cage – 2×09 – For Pete’s Sake

Luke Cage

CONTÉM SPOILERS!!!

Digam-me se já ouviram esta situação antes: um homem à prova de bala, uma polícia com uma prótese avançada, uma doutora alternativa, um reverendo e uma ex-vareadora refugiam-se num bunker improvisado, em busca de refúgio seguro de um gang jamaicano… Bem, grande porção deste episódio de Luke Cage pode ser resumido nas palavras anteriores. Após os eventos do episódio anterior, Luke (Mike Colter) e companhia procuram um refúgio das forças de um Bushmaster (Mustafa Shakir) cada vez mais desequilibrado. No entanto, ter um prémio de três milhões de dólares por cabeça parece ser um prémio aliciante para qualquer cidadão de Harlem…

Regra geral, confinar um grupo de indivíduos dentro de um espaço fechado raramente funciona (aliás, repararam nisso mesmo no episódio anterior). No entanto, o que difere este For Pete’s Sake de If It Ain’t Rough, It Ain’t Right é que pelo menos temos direito a interações há muito desejadas, juntamente com algumas revelações chocantes pelo meio.

Luke e Misty (Simone Missick) têm-se revelado como uma das parelhas-surpresa desta temporada; no entanto, no que se toca ao destino de Mariah (Alfre Woodard), ambos possuem pontos de vista divergentes sobre o que fazer. Mas se calhar aí é que está a maravilha deste trabalho duplo: ambos possuem bons argumentos para os seus respetivos pontos de vista.

Mas não se preocupem, que ainda há muito material por explorar. Não é nenhum segredo que o reacender da relação entre Luke e o Reverendo James (Reg E. Cathey) não começou propriamente com o pé direito; no entanto, esta mesma relação tem sofrido alterações positivas com o decorrer da narrativa. E este build-up contínuo justificou uma química enternecedora entre ColterCathey em diversas ocasiões neste episódio, desde a piada sobre “o” momento controverso de Titanic, até às suas semelhanças e diferenças, ainda passando pelo obrigatório pep talk.

Em contraste, as interações entre Mariah e Tilda (Gabrielle Dennis) não podiam ter sido tão diferentes. Qualquer carinho ou respeito nutrido por ambas as mulheres esteve longe de ser visto. No entanto, este episódio deu uma justificação válida para esta apatia, e tem tudo a haver com a verdade sobre as origens de Tilda. Chocante? Nem por isso. Mas de partir o coração? Mariah Dillard (ou Stokes, como preferirem) está longe de ser uma personagem que nos faça torcer de medo ou mesmo torcer a favor. No entanto, o seu monólogo provou ser o seu melhor trabalho nesta temporada (até agora). E muito provavelmente será o primeiro passo em transformar Mariah numa vilã a partir daqui.

Mas Luke Cage não seria uma série da Marvel se não tivesse, obrigatoriamente, uma sequência de ação no seu final. E graças a um desleixe de Misty e da nova capitã da esquadra, Priscilla Ridley (bem-vinda de volta, Karen Pittman!), Bushmaster e companhia fazem o seu cerco. O que daqui resulta é um confronto em duas frentes, que vai dançando entre a segunda desforra entre Cage e Bushmaster e do tiroteio em espaço fechado.

O desfecho do episódio pode ter sido previsível, mas claro que termina com um twist previsível, mas que agoira que a história da guerra entre gangs ainda está longe de terminar.

Podem ler o nosso Frame By Frame anterior aqui.

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Na sua maioria, este episódio de Luke Cage acaba por redimir-se de defeitos passados, não fosse pela sua resolução previsível.

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