Cinema Críticas

Crítica: Ghostland (2018)

Ghostland

,Título: Ghostland
Título Original: Incident In A Ghostland
Realizado por: Pascal Laugier
Elenco: Crystal ReedMylène FarmerAnastasia Phillips 
Duração: 91 minutos

Ghostland, apesar do que o nome indica, não é um filme sobrenatural. É bem real e bem pertubador. Conta a história de uma mãe (Mylène Farmer) e as suas duas filhas Beth (Emilia Jones) e Vera (Taylor Hickson) que se mudam para a casa de uma recém falecida tia. Nessa mesma noite, a família é atacada por 2 assassinos procurados. Anos mais tarde, Beth (Crystal Reed), já adulta, visita a casa onde tudo aconteceu e onde a sua mãe e Vera (Anastasia Phillips) ainda residem, e descobre que algo de mal se passa naquela casa.

Trata-se de um terror psicológico, perturbador e violento. Surpreendeu-me pela originalidade e pelo inteligente twist, penso que nos apanha mesmo de surpresa. O elenco esteve bem apesar dos muitos gritos e muito choro (como é de se esperar, claro). Gostei imenso do desenvolvimento da relação entre as 2 irmãs, e de ver a forma como aquele evento, que infelizmente não é sobrenatural e pode acontecer a qualquer um, marca cada uma das personagens.

A acção arrasta-se um pouco em certas cenas, no entanto deixa-nos curiosos com o que se passa. O meu problema com este filme é o pouco background que nos dá, poderia ter desenvolvido mais nos assassinos e na história em si. Acabei por não me sentir muito envolvida no que se passava, mostrava violência só por mostrar. Também não gostei do facto de se passar numa “casa assustadora no meio do nada”, é algo que já foi repetido milhares de vezes no género de terror. A caracterização está muito bem feita e genuinamente perturbadora.

Ghostland é um daqueles filmes que só se consegue ver uma vez, é muito violento e gory especialmente com as jovens raparigas. É um bom filme para quem tem estômago para este género de terror, e recomendo para quem gosta de um bom terror e também de uma boa reviravolta.

Trailer – Ghostland

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