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Luke Cage – 2×03 – Wig Out

Luke Cage

CONTÉM SPOILERS!!!

Um episódio de Luke Cage sem muito uso de Luke Cage (Mike Colter)? Este método de não dar muito foco no protagonista normalmente traz maravilhas quando dá o foco necessário aos restantes membros do elenco. É um método que funcionou em tantas outras séries. E Luke Cage não é exceção.

Calma, que ainda tivemos direito a acompanhar Luke Cage neste terceiro episódio, que lidou diretamente com os seus feitos no episódio anterior e da sua raiva contínua. A sua raiva revela-se como o elemento desta temporada o personagem, o que nos permite ver novos lados mais chocantes para o personagem. E neste episódio, toda essa raiva, toda essa agressividade, já começaram a surtir os seus efeitos nefastos naqueles que estão à sua volta. Mais uma vez, Mike Colter esteve à altura do seu desafio, e quem sabe se ainda se irá manter nesta “boa” maré.

Com o tempo de antena limitado no herói, seria mais que inevitável que o elenco secundário ganhasse um maior destaque. E tal sentiu-se neste episódio. Claire (Rosario Dawson) tem estado completamente à deriva nesta temporada, uma vez que a Marvel não tem visto uma franca melhoria de como retratar as relações amorosas que tenta transporta para o ecrã. E tal desgaste começou a sentir-se neste episódio, com a personagem a admitir perante o reverendo James (Reg E. Cathey) que perdeu o seu rumo. Considerando que a própria atriz duvida da sua presença na série, isto pode revelar-se como um início de uma despedida agridoce para Claire Temple.

Misty (Simone Missick) tenta lidar com um “novo mundo” agora que só possui um braço. Apesar das sérias dificuldades e de tentar-se manter forte em termos emocionais, Misty Knight é apenas humana, portanto seria apenas uma questão de tempo até que toda as emoções negativas viessem ao de cima. Dito isto, foi uma alegria vermos Misty a reunir-se com Colleen Wing (Jessica Henwick). Não era exatamente um grande segredo sabermos que as personagens de Luke Cage e Iron Fist poderiam fazer uma espécie de crossover. E é sempre um ponto positivo vermos duas mulheres fortes a interagirem uma com a outra, especialmente considerando que, aparte de Jessica Jonesas séries da Marvel/Netflix estão fortemente dominadas pelo sexo masculino. Existe uma espécie de companheirismo entre Misty e Colleen que se torna bastante palpável, não só como forma de desabafos, mas também para momentos de humor sentido.

Mariah (Alfre Woodard) é um caso estranho neste episódio. Não é segredo que esta se tentou aproximar da sua filha, Tilda (Gabrielle Dennis), de forma a poder restaurar a sua imagem perante a classe “fina” de Harlem. E embora tenhamos visto esse mesmo estratagema a ser aplicado, também existe uma espécie de desejo familiar entre as duas Stockes. Portanto, e apesar das intenções menos nobres, Mariah insiste em colocar a sua filha fora dos seus negócios. Se isto não faz lembrar muito o filme The Godfather, mais nada o fará.

E onde fica Bushmaster (Mustafa Shakir) neste panorama? Neste episódio, o líder dos Yardies, o gang jamaicano de Brooklyn acabou por pecar por não ter feito ou demonstrado muito. Pode ser que os restantes episódios fossam corrigir esta “infração” assim que o personagem começar a ganhar um maior destaque. Mas por agora, deixou bastante a desejar. Tirando o final abrupto do episódio, cimentando o facto de não deixar-mo-nos iludir pela sua cordialidade ou respeito.

Podem ler o nosso Frame By Frame anterior aqui.

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Luke Cage esteve estranhamente ausente neste episódio, mas quando os personagens secundários ganham o destaque merecido, não podemos ter razões de queixa.

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