Anime Souten no Ken: Re: Genesis TV

Souten no Ken: Re: Genesis – Season Finale – 1ª Temporada

Souten no Ken: Re: Genesis

Nos anos 80, Hokuto no Ken (ou melhor conhecido como Fist of the North Star) revelou-se como um dos melhores animes daquela década. Uma série de ação de artes marciais que se passava num futuro pós-apocalíptico na mesma veia de Mad Max, esta tornou-se numa das séries obrigatórias para os fãs do género. Dada a sua popularidade, houve necessidade de contar uma nova história que tomasse lugar neste universo. E assim, em 2006, nasceu Souten no Ken (Fist of the Blue Sky), uma prequela que se passava na Segunda Guerra Mundial e que se centrava em Kenshiro Kasumi, o 62º mestre da arte marcial Hokuto Shinken. 10 anos após o final dessa série, Souten no Ken teve direito a uma remasterização moderna, intitulada Souten no Ken: Re: Genesis. Mas será que conseguiu fazer jus ao material de origem que o precedeu?

O MELHOR:

Se tiver de vos ser honesto, não existe muita coisa de positiva para acrescentar sobre este anime. No entanto, temos muitos pontos negativos para contar.

O PIOR:

Fazer um anime feito completamente por completamente não é para qualquer estúdio. Por cada Knights of Sidoniaexiste sempre um Berserk. Infelizmente, este Re: Genesis insere-se na última vertente. A abertura do anime, ainda que seja a três dimensões, apresenta uma surpreendente fluidez que até nos deixa levemente curiosos para o que nos aguarda daquele momento. Assim que o enredo começa a andar para a frente, toda a técnica associada a essa abertura é deixada de lado, e o que obtemos de volta é um produto espalhafatoso, que apresenta fluidez de movimentos em raríssimos momentos, mas que se demonstra robótica em grande parte do seu tempo.

design das suas personagens nada tem a haver com as séries anteriores. As personagens femininas apresentam um design que faz o seu sentido em forma anatómica; já os masculinos apresentam o mal de terem o corpo completamente desproporcional, com os seus troncos com o dobro do tamanho normal. Nem mesmo Fist of the North Star apresentava este defeito (e estamos a falar de um anime que saiu nos anos 80!)

Também não ajuda quando o enredo que a série se digna a partilha não tenha o mesmo “fogo” que os seus antecessores. Em comparação, Fist of the North Star era uma história de vingança com um protagonista interessante de acompanhar; o Fist of the Blue Sky original, embora não sendo uma história de vingança, consegue ser, no mínimo, interessante e que justifica o acompanhamento semanal da mesma. Re: Genesis não consegue nem ser minimamente interessante, uma vez que envolve todo um grupo de antagonistas em busca da Lista da Esperança, incorporada numa pequena rapariga. E as próprias motivações dos personagens (inclusive as do próprio Kenshiro) parecem mudar de acordo com as marés!

Outro grande apelo de Fist of the North Star reside no seu uso de violência gratuita, que deu origem a memes que ainda hoje são usados. Souten no Ken: Re: Genesis é uma das claras vítimas da censura oriental que assolou a indústria neste século. E o resultado é um anime que parece bastante doméstico em comparação. É estranho estar a escrever sobre um anime que não use gore a seu bel-prazer, mas quando esse mesmo gore faz parte do ADN do material de origem, faz todo o sentido em manterem essa identidade intacta. Identidade essa que se perdeu, por completo!

Souten no Ken: Re: Genesis chegou ao fim da sua primeira temporada com as palavras “até à próxima temporada“. No entanto, ainda nada se sabe sobre essa renovação ou se a série terá um seguimento que apresente francas melhorias em TODOS os campos imagináveis. No entanto, e tendo em conta a desilusão que este anime foi, mais vale deixarem Kenshiro de vez.

Estado da série: STAND-BY

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10 anos depois do Souten no Ken original, Re: Genesis apresenta-se como um remaster que não merecia ver a luz do dia.

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