Cinema Críticas

Crítica: Journey’s End (2017)

Título Original: Journey’s End
Realizado por: Saul Dibb
Elenco: Sam ClaflinPaul BettanyAsa Butterfield, Toby Jones, Tom Sturridge
Duração: 
107 minutos

Há filmes que são verdadeiras máquinas do tempo e Journey’s End é um exemplo disso. O filme transporta-nos até 1918, mais especificamente para a Grande Guerra.

Journey’s End 
trata-se da adaptação de uma peça dramática do mesmo nome, escrita por R. C. Sheriff em 1928. Tudo neste filme nos transporta para a Guerra: cenários, banda sonora, o semblante carregado das personagens. O filme conta também com um desempenho brilhante por parte dos actores, particularmente Sam Claflin, que interpreta irrepreensivelmente o Capitão Stanhope, um homem cuja saúde mental se encontra abalada por todas as coisas que os seus olhos já viram.

Journey’s End 
tem algumas cenas de humor, que ajudam a aliviar o tom pesado do filme e nos levam a imaginar se seria assim que os soldados aliviavam os nervos causados pelo horror que os rodeava: nos momentos de camaradagem, entre comida e bebida. Os momentos de humor não são muitos, o que é uma escolha inteligente: Journey’s End é um filme que pretende dar a conhecer melhor a realidade de quem fez parte da I Guerra Mundial e usar mais comédia trairia o seu cariz realista.

Journey’s End consegue aquilo a que se propõe: levar-nos até àquele tempo, deixar-nos espreitar a vida de quem viveu num cenário de guerra e compreender os horrores que aquelas pessoas passaram e em que condições o fizeram. Oferece, sem dúvida, uma perspectiva muito mais real da situação do que qualquer livro de História. Por estas razões, o filme merece o meu reconhecimento.

Trailer | Journey’s End

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