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Into the Badlands – Midseason Finale – 3ª Temporada

Into the Badlands

Já tinham saudades de Into the Badlands, a série da AMC que une o estilo narrativo ocidental com as artes marciais dos filmes orientais? Se esse for o vosso caso, então podem ficar descansados, uma vez que a série regressou para a sua terceira temporada, tendo direito, inclusive, a este seu primeiro midseason finale! Prontos para mais uma nova travessia?

O MELHOR:

Quem segue a série com grande afinco, sabe bem que Into the Badlands é muito mais do que um show de força com artes marciais. Dentro de cenas de combate muito bem coreografas – um elemento que irei abordar mais a fundo nesta crítica – cada temporada soube bem jogar com os novos status quo que fomos testemunhando. Voltamos a reencontrar Sunny (Daniel Wu), que desta vez se isolou do mundo enquanto tentar cuidar do seu filho recém-nascido, Henry. No entanto, uma grave doença obriga Sunny a voltar à civilização, levando a que este, além de enfrentar os vários perigos à espreita nas Badlands, também o obriga a reencontrar-se com o seu passado misterioso.

De todos os arcos narrativos presentes nesta temporada, a de Sunny releva-se como a mais urgente, uma vez que o ex-Clipper encontra-se numa autêntica corrida contra o tempo para salvar o seu filho. Isto leva a um reencontro com um velho “amigo”, Bajie (Nick Frost) que não só sobreviveu ao cliffhanger da temporada anterior, como também continua uma boa fonte de comédia a uma série um tanto ou quanto soturna. Os dois personagens foram uma das agradáveis surpresas da temporada anterior, cumprindo papéis que já esperávamos – Sunny, o homem sério; Bajie, o homem da comédia. Nesta temporada, esta amizade tornou-se mais solidificada, trazendo até algumas facetas nunca antes vistas nos dois personagens.

Esta temporada também apresentou um lado mais bélico que as temporadas anterior. A Guerra dos Barões chegou ao seu clímax, com as forças de Minerva (Emily Beecham) e Chau (Eleanor Matsuura). Esta sua rivalidade deu origem a vários momentos de guerra aberta de encher o ecrã, além de mostrar as verdadeiras consequências associadas a uma guerra. Ajuda também quando este segmento dá as boas-vindas a Nathaniel Moon (Sherman Augustus) que, após uma presença especial na temporada anterior, recebe um maior tempo de antena, além de uma vista mais íntima sobre a honra que o move.

Uma nova temporada também significa novas personagens. E esta terceira temporada de Into the Badlands não é exceção, com a série a dar as boas vindas a Pilgrim (Babou Ceesay) e Cressida (Lorraine Toussaint), dois membros de um culto a Azra, a força-matriz por detrás de algumas personagens da série. Desta dupla, Ceesay sobressai-se pelas melhores razões. Ainda que as suas motivações estejam envoltas em mistério, ainda que a audiência condene as suas ações, Pilgrim revela-se como um homem carismático, trazendo um ar de segurança bom demais para ser verdade.

Mais uma vez, as artes marciais do Oriente marcaram presença nesta temporada. E nessa vertente, esta vertente não desiludiu novamente, com cada movimento dos seus interpretes a ser bem executado (o que mostra o cuidado demonstrado nesta área mais técnica), já para não falar do jogo de câmara arrojado, tal como nós gostamos. Alia-se a isto também uma maior sensação de criatividade nos combates, em que quase tudo no ambiente pode ser usado como uma arma (mesmo um polvo, para efeitos de comédia).

O PIOR:

Mas a série não está isenta de falhas. E uma das maiores falhas continua a residir em M.K. (Aramis Knight). Mais uma vez, este é um personagem que se revela como um adolescente mimado sem qualquer indícios de desenvolvimento (tirando a verdade do seu passado) ou que nos faça torcer pela sua senda pessoal.

Infelizmente, a Knight, junta-se também a Baronesa Chau, que se revela aqui como uma verdadeira caricatura do exagero oriental. Ao contrário de Minera/The Widow, que ainda vai dançando na linha ténue que separa uma líder carismática de uma tirana sanguinária, Chau revela-se apenas como mais uma cara para esbater até não parar.

Apesar disto tudo, Into the Badlands é uma das séries que se revelam como um diamante bruto num género televisivo cada vez mais competitivo. Ainda faltam mais oito episódios para a temporada chegar oficialmente ao fim; no entanto, a segunda metade da temporada ainda não possui data de estreia.

Estado da série: STAND-BY

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Average Rating

Tal como as temporadas anteriores, Into the Badlands revela-se como uma série única num panorama televisivo em constante evolução, ao mesmo tempo que continua a expandir o seu mundo singular de forma natural e repleta de twists.

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