Cloak and Dagger Frame by Frame TV

Cloak and Dagger – 1×03 – Stained Glass

Cloak and Dagger

PODE CONTER SPOILERS! 

Depois de uma estreia em dose dupla onde ficamos com as expectativas bem altas, o terceiro episódio de Cloak and Dagger, Stained Glass vai continuando a mostrar-nos a jornada pessoal dos dois protagonistas individualmente, deixando-nos ainda com várias questões sobre o rumo que irão tomar no resto da temporada.

Conheço muito pouco da história de Tyrone (Aubrey Joseph) e Tandy (Olivia Holt) na banda-desenhada, portanto para mim é tudo novo e tem-me agradado bastante. O capítulo começa no exato momento em que acabou na semana passada, quando o rapaz está pronto a atirar no polícia que matou o irmão e, de repente, está no meio de uma estrada, disparando a arma sobre a sua futura parceira.

Com o passar dos minutos vemos algo que dificilmente temos oportunidade de encontrar em séries do género. É dado quase um episódio completo para os protagonistas se irem mostrando ao público, sem pressa, mostrando em cenas incrivelmente bem filmadas, os seus medos e vontades e, quando damos por ela, já terminou e só queriamos ver mais. A banda sonora continua irrepreensível e a combinar na perfeição com todas as cenas, onde acaba por ter um papel fundamental.

Todas as voltas que o enredo vai dando ao longo de Stained Glass, entre o passado e o presente de cada um deles pelos olhos do outro funcionam extremamente bem, assim como a forma como continuam a jogar com “luz vs escuridão“, que vai mantendo aquilo que esperávamos depois da estreia. Ambos têm “fantasmas” na sua vida que os assombram (algo que é tem ênfase quando Tyrone acha que está amaldiçoado e procura ajuda) e as diferenças entre eles são evidentes: ela foge a toda hora, não enfrente as situações do passado; ele quer a todo o custo fazer justiça, sem pensar no futuro. Ainda assim, estou em pulgas sobre o que vem aí, depois dele a procurar no seu esconderijo.

A história parece diferente do que já vimos e esta frescura é positiva e faz-nos, a pouco e pouco, ficarmos apaixonados por Cloak and Dagger. Há muito para contar sobre a vida de cada um e toda essa profundidade é uma mais-valia, sustentando-se nisso, sem tornar a narrativa demasiado rápida e incoerente.

Leiam o nosso frame by frame anterior, aqui.

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A história parece diferente do que já vimos e esta frescura é positiva e faz-nos, a pouco e pouco, ficarmos apaixonados por Cloak and Dagger. Há muito para contar sobre a vida de cada um e toda essa profundidade é uma mais-valia, sustentando-se nisso, sem tornar a narrativa demasiado rápida e incoerente. 

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