Frame by Frame The Handmaid's Tale TV

The Handmaid’s Tale – 2×09 – Smart Power

The Handmaids Tale

PODE CONTER SPOILERS!

Depois de um episódio de The Handmaid’s Tale duro e violento na semana passada, este começa com um monólogo de June (Elisabeth Moss), onde ela demonstra alguma esperança e fé no seu estado atual, seguindo para a notícia da partida do casal Waterford para o Canadá, para uma reunião com os dirigentes do país, de maneira a mostrar o quão bom é aquele regime. Serena (Yvonne Strahovski) revela estar diferente. O seu olhar é triste, a sua vontade de acompanhar o marido quase nula mas somos novamente derrotados com as suas atitudes, depois de se ir despedir da serva e do seu filho, terminando a conversa com: “Quando o bebé nascer, vai ter de abandonar esta casa”. A sério? Depois de tudo que ela fez por ti?

Já no hotel no Canadá e depois de começar a perceber que realmente não é muito bem-vinda ali, a Mrs. Waterford é interpelada por um homem no bar, que se apresenta como Mark Ruello (Sam Jaeger), um representante do governo Americano. O seu objetivo é apenas um: convencê-la a contar a sua história dentro do regime de Gilead e ele garante-lhe que a consegue levar e esconder naquele momento. Por segundos pensei que ela fosse perder a cabeça e libertar-se daquilo tudo mas como ela diz: “Nunca irei abandonar o meu país“. Acho que nunca te vou conseguir perceber, minha querida.

Quem está naquele país também? Exatamente. Moira (Samira Wiley) e Luke (O-T Fagbenle) que ao verem Fred (Joseph Fiennes) e a esposa na TV, decidem que têm de fazer algo para chegar a eles. Depois de saberem que haverá manifestações, juntam-se a elas e é o marido de June, que ao segurar um cartaz com a fotografia da sua família, capta a atenção do Comandante e da sua mulher, assim como de Nick (Max Minghella). E é este que tem o papel principal neste episódio. Ainda que as mulheres assumam posições de força e tenham cenas incríveis aqui (como Janine dizer para um Olho “Suck my di**”, foi perfeito) é o motorista dos Waterford que tem uma das atitudes mais bonitas até aqui.

Procurando Luke, conta-lhe que a sua amada está bem, grávida e entrega-lhe as cartas que ela lhe deu das mulheres que pediram ajuda. Fagbenle e Minghella dão-nos um show de representação durante cerca de 2 ou 3 minutos, onde principalmente o primeiro, percorre diferentes tipos de reações e emoções, contrabalançando-as na perfeição. Mais emocionante ainda foi quando Nick conta a Offred o que tinha acontecido e pronto. Chega-nos cada lágrima, cada soluço, cada sorriso que sai dela. Maravilhosa Elisabeth Moss!

O melhor disto tudo? Luke acabou por partilhar todas as cartas pela internet e agora todos sabem o que acontece em Gilead. Fred acaba por ser convidado a abandonar o Canadá e o que dirigente diz é das coisas mais poderosas que ouvimos nesta temporada: “Nós acreditamos nas mulheres“. Depois de tantos episódios em sofrimento, a ver a violência infligida no sexo feminino, ouvir apenas uma frase deste género enche o nosso coração de esperança de que tudo irá mudar. O cerco cada vez está mais apertado e agora o mundo conhece com mais pormenor tudo o que acontece dentro daquele local.

Não podia terminar esta crítica sem mencionar uma das cenas que mais me marcou neste capítulo onde June, depois de ter perguntado a Rita (Amanda Brugel) se queria ser a madrinha do seu bebé e não obter uma resposta muito concisa, ter questionado a Tia Lydia (Ann Dowd) e termos direito a ver a mulher mais vulnerável, ao falar do seu passado triste e sofrido, depois de ter perdido o afilhado, filho da sua irmã. O que ela diz à serva no final enche o nosso coração: “Eu nunca deixarei que nada de mal aconteça a esse bebé”. Já foste péssima, mas eu confio em ti Tia!

Ainda que não tenha sido uma tempestade como os últimos episódios de The Handmaid’s Tale, Smart Power é extremamente forte, com momentos que nos fazem acreditar que uma reviravolta está para acontecer e que as mulheres vão ter algo de muito importante a dizer e a fazer.

Leiam o nosso frame by frame anterior de, aqui.

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Ainda que não tenha sido uma tempestade como os últimos episódios de The Handmaids Tale, Smart Power é extremamente forte, com momentos que nos fazem acreditar que uma reviravolta está para acontecer e que as mulheres vão ter algo de muito importante a dizer e a fazer. 

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