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Patrick Melrose – Series Finale – 1ª Temporada

Patrick Melrose é uma recente mini-série da SHOWTIME que segue a vida de Patrick Melrose (não era difícil de adivinhar). O protagonista, interpretado pelo genial Benedict Cumberbatch, teve uma infância traumática, que acabou por o guiar por caminhos difíceis. A mini-série chegou à sua conclusão no passado domingo, contando com 5 episódios de aproximadamente 1 hora cada, e valem a pena todos os segundos!

O MELHOR:

O elenco da série é genial, e conta com enormes nomes do cinema e televisão, como Benedict CumberbatchJennifer Jason Leigh e Hugo Weaving. A genialidade de Benedict é sempre bem vinda, seja em cinema e televisão. Cumberbatch arrasa por completo como Patrick, no que pode ser a sua melhor performance até agora (sim, até melhor que Sherlock)! Hugo Weaving e Jennifer Leigh interpretam os pais de Patrick. Hugo apresenta-se como uma figura autoritária da alta sociedade, imponente na forma como fala e age, intimidador e ameaçador, até para com a própria família. Jennifer é a mãe de Patrick, uma personagem quebrada e sofrida, que não tomou as decisões certas para com o seu filho. O jovem Sebastian Maltz estreia-se como ator na mini-série da SHOWTIME, interpretando um jovem Patrick. Para a estreia de alguém tão jovem, Sebastian tem uma performance bastante positiva (ainda que não seja perfeita). Contamos também com prestações de Jessica RainePrasanna Puwanarajah e Pip Torrens, que fizeram um trabalho incrível nos seus papéis (de salientar o último).

A série toca em temáticas fortes e difíceis de digerir. Patrick Melrose abre com um episódio frenético, cheio de adrenalina e muito apressado, com o protagonista no auge do seu consumo de drogas. Ao longo da série vemos um adulto a tentar recompor a sua vida após um trauma de infância. Patrick luta contra o seu vício de uma forma que se torna dolorosa de assistir, devido à performance magnífica de Benedict. Acompanhamos Patrick ao longo da série, sempre perseguido pelos seus fantasmas. Fantasmas estes que residem no ódio e desprezo que sente por ambos os seus pais: o pai maltratava e violava o filho; a mãe “virava a cara” perante estas situações, e abandonou Patrick quando este mais precisava. Os episódios são um constante turbilhão de emoções e ideias, sempre com utilização de flashbacks para ajudar o espectador a sentir a dor do protagonista.

Os planos de câmara são fantásticos, sempre utilizados de forma magnífica e eficaz em espaços pequenos, dando ao espectador uma certa sensação de claustrofobia. Isto ajuda imenso a criar no espectador as mesmas emoções que o protagonista sente, e concretiza-o de forma incrível. A banda sonora ajuda bastante a contrastar emoções e sentimentos na série, e os efeitos sonoros estão muito bem montados.

O PIOR:

Sinceramente, não há muito de mal que falar em Patrick Melrose. A série, toda ela, é uma obra-de-arte, com excelentes performances, uma história cativante que deixa o espectador a roer as unhas e planos de câmara e uma banda sonora maravilhosos. A única coisa que poderia apontar de mal é que, após o primeiro episódio que é tão cheio de energia, adrenalina e correrias, a série abrandou o ritmo. Isto pode fazer com que espectadores que tenham adorado o primeiro episódio, ao assistir ao segundo, pensem que o primeiro é apenas um “fogo de vista”. Pois enganem-se bem, porque apesar de abrandar o ritmo dos episódios, Patrick Melrose continua a conseguir cativar o espectador com o seu enredo e personagens.

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Patrick Melrose é uma mini-série excelente, repleta de performances impecáveis e com um enredo magnífico. Os planos de câmara são incríveis e os personagens são cativantes, tanto por nos fazerem sentir pena deles, tanto por odiá-los. A série toca em aspetos bastante comuns na nossa sociedade, e fá-lo de uma forma explêndida.

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