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Billions – Season Finale – 3ª Temporada

Billions

Axe e Chuck voltam a colidir numa temporada repleta de emoções onde, pelo menos, o jogo ganha dimensões descontroladas e novos jogadores entram de rompante, forçando ambos a aliar-se. Billions está de volta e a qualidade recebe um boost interessante e que dá outra dinâmica à série.

O Melhor:

Billions prima por ter um elenco incrivelmente talentoso.

Paul Giamatti, Damian Lewis, Maggie Siff, Asia Kate Dillon e a recente adição de John Malkovich, tornaram esta temporada de Billions uma verdadeira montanha-russa de emoções. O enredo tornou-se mais denso e mais ritmado através das constantes intrigas que se vão formando no núcleo de personagens, colocando-as em teste com frequência e removendo um pouco da densidade exaustiva do meio em que se insere.

Há uma clara evidência de que os diálogos se preocuparam mais em tentar desenvolver as personagens consoante as suas capacidades e não do seu lugar na narrativa. Isto é, começámos a encará-las de forma mais humana do que propriamente “máquinas de cuspir asneiras sobre dinheiro”. Claro que Billions não é perfeita, mas esta temporada revela uma força argumentativa muito mais estável do que em temporadas anteriores.

A presença de convidados de peso ajuda a série a ganhar um carisma ainda maior e o episódio final mostra que novas alianças invulgares poderão ser a chave para o sucesso. Ainda que algo sobrevalorizada, Billions insere-se num contexto pertinente, onde o capitalismo é o veículo que conduz todas as decisões e todas as interações dos intervenientes, provocando atitudes gananciosas com frequência que, por conseguinte, os tornam desprezíveis aos nossos olhos.

O Pior:

A temática é cansativa e os jogos de gato e rato vão perdendo força à medida que a história avança.

O carisma de Billions cai sobre as personagens, já a sua temática é extenuante e torna-se aborrecida a longo prazo. Apesar de isto se dever ao gosto pessoal, consigo reconhecer que Billions tem bastante qualidade, ainda que não deixe de me sentir algo incomodado por tanta terminologia imperceptível que é largada ao espectador como se este fosse obrigado a decorá-la e a saber o seu significado. Isto não é um defeito na qualidade da série, mas é um que torna Billions um produto direccionado a um grupo muito restrito de espectadores.

Apesar desta temporada ter conseguido demonstrar um entretenimento mais fugaz, a série não consegue equilibrar-se a longo prazo, perdendo alguma energia assim que insiste em jogos constantes de traições ou intrigas que apenas estão “embelezadas” por um contexto menos humilde. Talvez a chave para as melhorias de Billions recaiam sobre a humildade que a série ainda não possui, tornando as personagens caricaturais e que, apesar de nos poderem agradar, começam a tornar-se cansativas porque apenas evoluem numa direção: não reconhecem as suas limitações e ganham complexos de superioridade que levam o público a perder a empatia.

Estado da série: RENOVADA

Leiam a nossa Mini-Review anterior de Billions aqui.

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Average Rating

Billions regressa com uma temporada com muito mais ritmo que as anteriores, ainda que não consiga estabelecer um equilíbrio entre os jogos e a falta de humildade que continua a ser uma das suas maiores fraquezas.

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