Cinema Críticas

Crítica: Jurassic World: Fallen Kingdom (2018)

Nome: Mundo Jurássico: O Reino Caído
Título Original: Jurassic World: Fallen Kingdom
Realizador: J. A. Bayona
Elenco: Bryce Dallas HowardChris PrattTed LevineToby JonesJames Cromwell
Duração:
 128 minutos

A sequela de Jurassic World chegou aos cinemas esta semana. A película é realizada por J. A. Bayona, realizador de The Impossible e A Monster Calls, e segue a dupla de Claire e Owen, que tentam resgatar os dinossauros de Ilha Nublar, cujo vulcão está prestes a entrar em erupção.

O franchise de Jurassic Park continua a gerar lucro nas bancas, e Jurassic World é um apelo à geração mais nova de espectadores e consumidores da indústria cinematográfica. Apesar de carregar nas suas costas um nome tão gigantesco, o filme deixa-se abater pelos exageros do estado presente de Hollywood. (Podem ler as opiniões de escritores nossos sobre o estado de Hollywood nos artigos Como Hollywood começou a perder a sua essência! e Quando Star Wars já começa a ser demasiado Star Wars…)

É certo que o objetivo de Jurassic World: Fallen Kingdom nunca foi criar uma obra de arte, mas sim utilizar o nome de um dos maiores clássicos do cinema para aumentar a receita e produzir filmes em série. Fallen Kingdom é de longe um bom filme, muito menos um filme que possa entreter alguém durante duas horas.

Apesar de termos nomes de peso no elenco, as prestações não chegam sequer ao medíocre. Nomes com bastante relevo como o de Chris Pratt e Bryce Dallas Howard são desperdiçados, com falas preguiçosas e sem qualquer desenvolvimento. Desde Jurassic World que tentam reviver o romance entre Claire e Owen, que é forçado e desprovido de qualquer química. São também apresentados novos personagens que, sendo eles sidekicks ou antagonistas, nenhum é cativante o suficiente para agarrar a atenção do espectador.

O enredo também contribui para o fracasso da qualidade do filme. É extremamente cliché, tenta apressar demasiado os acontecimentos e está repleto de acasos que acabam por salvar os protagonistas sempre que estes se encontram em apuros, sem qualquer explicação ou presságio prévio.

Apesar de estarmos numa época moderna e avançada no que toca a efeitos especiais, há sempre aquele bichinho que deixa algo a desejar. Os efeitos visuais em Fallen Kingdom são fantásticos, mas a demasia de CGI acaba por eliminar o fator realismo a certas cenas. Muito disto pode-se dever ao facto de que Spielberg conseguiu, em 1993, criar uma obra-prima utilizando apenas robôs e máquinas programadas, sem quaisquer meios como os de hoje em dia. A banda-sonora do filme, apesar de não ser dos maiores pontos fracos do mesmo, fica muito aquém do que seria de esperar.

Jurassic World: Fallen Kingdom é um filme que não tem muito que se lhe diga. É um filme vazio, desprovido de contexto, mensagem ou originalidade, concebido apenas para arrecadar lucro nas bilheteiras. Se consideramos um festim visual a qualidade dos efeitos especiais do filme, Fallen Kingdom pode encaixar-se nesse aspeto. Mas no que toca a contexto, originalidade e inovação, Jurassic World: Fallen Kingdom peca imenso, deixando o reino criado por Spielberg em ruínas.

Trailer | Jurassic World: Fallen Kingdom

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