Cloak and Dagger Frame by Frame TV

Cloak and Dagger – 1×01/02 – First Light/Suicide Prints

Cloak and Dagger

PODE CONTER SPOILERS! 

A Marvel, que além do cinema, também tem apostado e conquistado o mundo da televisão, aliou-se desta vez à Freeform para produzirem Cloak and Dagger, uma nova série de super-heróis. O que tenho a dizer sinceramente? Não poderiamos ter começado da melhor forma.

O episódio abre com uma sequência lindíssima, onde depressa percebemos quem serão os protagonistas e os vemos aos dois, em situações extremamente duras e complicadas enquanto crianças e a maneira como a vida deles se cruza. A partir daquela fatídica noite, Tyrone (Aubrey Joseph) e Tandy (Olivia Holt) estarão para sempre ligados e vêem as suas vidas mudarem para sempre – não só ganham super-poderes, como começam a viver numa nova realidade.

Aos vermos os flashbacks, Tandy aparenta ser rica, com uma vida estável mas quando mais tarde a vemos na vida adulta, encontra-se diferente. Pratica pequenos assaltos, vive quase sempre escondida num local abandonado e a sua mãe agora é uma mulher que vive desleixada e com vícios. Já Tyrone, que parecia ter um modo de vida mais frágil e com dificuldades, é um adolescente com algum poder financeiro, fazendo de tudo para ser bom filho e bom aluno. O primeiro encontro entre eles, onde finalmente vemos os poderes virem ao de cima, é extremamente interessante e, ainda que os deixe obviamente confusos, agradou-me imenso. O conceito que nos trazem é diferente e bonito, visto que ele supostamente é a escuridão mas comporta-se de uma maneira civilizada e educada, enquanto ela, a luz, é uma rapariga problemática e sempre envolvida em sarilhos. Muito bom o contraste!

Com o segundo episódio, vemos um pouco mais acerca dos poderes de ambos, ainda que não haja nenhum encontro entre os dois. Tyrone consegue teletransportar-se, assim como ver o medo das pessoas; Tandy, por outro lado, vê os desejos e emite uma adaga de luz que pode ser mortal, como vimos, quando sofre uma tentativa de violação e tem de se desenvencilhar daquilo.

O protagonista tem apenas um objetivo: encontrar o polícia que matou o irmão e aqui há a crítica social bastante forte em relação ao racismo e ao preconceito. A jovem loira, lidando com a mãe que não lhe facilita em nada a vida depois da morte do pai, vê-se envolvida num crime e surge então uma personagem que nos deixa com a pulga atrás da orelha: a agente O’Reilly (Emma Lahana). Misteriosa e de poucas falas (pelo menos por enquanto)… quero ver mais dela! E o cliffhanger final? Deixou-me de boca aberta. Estou ansioso pelo próximo capítulo!

Um dos pontos mais fortes é, sem dúvida, a banda sonora. A música é tão boa e tão bem colocada entre as cenas, que todas as sequências onde ouvimos uns acordes, nos deixa completamente embrenhados nas cenas. As performances dos jovens atores também me surpreenderam e têm carisma suficiente para conquistar uma legião de fãs.

Com uma qualidade técnica que me impressionou, desde a realização à fotografia e um enredo que prende e tem tudo para melhorar com o passar dos episódios, Cloak and Dagger é uma série a ter em conta nos próximos meses e estou ansioso para ver mais destes dois jovens potenciais super-heróis.

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Com uma qualidade técnica que me impressionou, desde a realização à fotografia e um enredo que prende e tem tudo para melhorar com o passar dos episódio, Cloak and Dagger é uma série a ter em conta nos próximos meses e estou ansioso para ver mais destes dois jovens potenciais super-heróis. 

  • Cloak and Dagger - 1x01 - First Light
    80%
  • Cloak and Dagger - 1x02 - Suicide Prints
    78%

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