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Supergirl – 3×21 – Not Kansas

supergirl 3x21

CONTÉM SPOILERS!

Supergirl chega esta semana com um episódio difícil de avaliar. Se por um lado apresenta vários conceitos interessantes, acaba por falhar na execução. É frustrante ver isto a acontecer, estando constantemente entusiasmada com o que parece estar a chegar e logo a seguir um pouco desiludida com a forma como foi abordado.

O episódio começa com a derrota demasiado fácil de Reign (Odette Annable) que obviamente não será para durar. Mas mesmo que não o seja, é bom ter Sam de volta durante uns momentos e ver Supergirl (Melissa Benoist) relaxar um pouco. Claro que relaxar ao ponto de decidir mudar-se para Argo de um momento para o outro parece um pouco exagerado. Não é muito consistente com a personagem deixar tudo e todos sem que seja apresentado como uma decisão muito difícil, mesmo que não seja algo definitivo e irreversível. Se ultrapassarmos esta decisão repentina e nos focarmos nos primeiros dias de Kara em Argos, continua a ser algo difícil de acompanhar. As dificuldades de adaptação são compreensíveis, ainda que forcem a protagonista a ser um pouco mais agressiva que o habitual. Mas o episódio comporta-se como algo apenas necessário e muito mal planeado. Supergirl está aqui porque tem que descobrir a identidade de Selena (Anjali Jay) e justificar a sua ausência na Terra. E como isto tem que acontecer para avançar o enredo, é-nos apresentado de uma forma um pouco forçada e sem grande complexidade.

A série aproveita também para dar mais alguns passos na relação de Kara e Mon-El (Chris Wood). A química de ambos é inegável e é claramente uma relação que pode e deve funcionar. No entanto, depois de uma evolução bastante orgânica nesta temporada, o momento que têm no episódio é quase retirado de um conto de fadas que nada se assemelha ao resto da série. Criticar algo por ser demasiado perfeito pode ser ridículo, mas a verdade é que esta cena funciona muito bem isolada, mas destoa do episódio.

Na Terra, Supergirl decide abordar um tema colossal: as armas em mãos de cidadãos na América. Fá-lo com um caso de Guardian (Mehcad Brooks) que se vê obrigado a lutar com alguém munido de armas do DEO que estão a ser vendidas ao público. A mensagem do controlo na venda destas armas fica clara e é bem executada, com algumas falhas. A forma como o caso é apresentado funciona, o perfil da vítima e as questões práticas levantadas durante a investigação são pertinentes. O episódio falha quando decide dar “sermões” às personagens. Lena (Katie McGrath) e James têm um diálogo quase saído de uma campanha política, com uma atitude perfeita de ambas as partes mas palavras que simplesmente não têm lugar numa conversa normal.

É uma pena que este episódio, com tantas ideias boas e oportunidades para brilhar, tenha sofrido de múltiplas cenas que nos distraem do enredo e obrigam a questionar o que acabámos de ouvir.

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