Frame by Frame The Handmaid's Tale TV

The Handmaid’s Tale – 2×07 – After

The Handmaid's Tale

PODE CONTER SPOILERS!

Depois de termos andado uma semana em sofrimento depois daquele cliffhanger no final do episódio First Blood de The Handmaid’s Tale, as expetativas para o que pudesse vir aí eram enormes. Aquele ato de Ofglen iria ter muitas consequências, faltando saber se seriam boas ou más.

Tiveram lugar muitas mortes, não só de Servas, como de importantes Comandantes e a questão que ecoa na nossa cabeça é: Waterford (Joseph Fiennes) morreu? Descobrimos um pouco mais à frente que não, ainda que tenha ficado extremamente ferido. O episódio começa com o funeral das Handmaids que viram a sua vida terminar na explosão e, ainda que seja uma cerimónia triste, a série consegue fazer-nos olhar para aquilo como algo bonito. O jogo de cores entre a neve e as vestes vermelhas delas, aliado a outros apontamentos mais escuros que vão surgindo, funcionam de uma forma incrível e tornam a cena não só triste, como a transparecer o terror que ali se vive.

A paz acabou em Gilead. O Comandante Cushing (Greg Bryk) está agora no poder e usa a sua influência para espalhar o horror e o medo pelas ruas, aniquilando aqueles que acha serem responsáveis pelo momento conturbado que está a acontecer. June (Elisabeth Moss) é interceptada por ele, que duvida do falso rapto que esta sofreu e por isso a nossa protagonista quer arranjar uma maneira de o tirar de cena. Serena (Yvonne Strahovski), que finalmente consegue o papel principal que sempre quis, com o marido na cama de hospital, consegue, juntamente com Nick (Max Minghella) ordenar a prisão de Cushing. Ainda que tivesse ficado muito contente com este desfecho, acho que o personagem poderia ser um novo vilão em The Handmaid’s Tale cheio de potencial.

Mrs. Waterford acredita que esta é a sua oportunidade de criar o regime à maneira que sempre idealizou e, convence June a juntar-se a ela naquela luta, sendo a editora que irá rever o novo documento de segurança de Gilead. Confesso que delirei ao ver estas duas trabalharem em conjunto. O clicar da caneta que dará início à mudança, foi um contraste maravilhoso com o click da bomba no capítulo passado. Ambos, ainda que de maneira diferente, trazem ou trarão mudanças significativas.

No Canadá, Moira (Samira Wiley) e Luke (O-T Fagbenle) continuam impotentes sem saber o que fazerem, depois de ouvirem as notícias do atentado. Se ele, é absolutamente irritante que prefere manter as mãos nos bolsos sem nada para fazer, ela decide que quer fazer mais e saber se a sua esposa está ou não a salvo. E aqui, através de flashbacks, vamos mais a fundo à história da melhor amiga da nossa Offred e do nascimento do romance entre ela e Odette (Rebecca Rittenhouse). Foram cenas que ficaram um bocado estranhas no episódio, por fugirem demasiado do enredo principal, ainda que tenha sido incrivelmente bem feitas e repletas de emoção, principalmente quando Moira descobre a morte da amada.

No entanto, e a meu ver, o ponto alto do episódio é, sem dúvida, a cena no mercado. Depois da morte de várias servas, é preciso irem buscar algumas às Colónias. Quem está de volta? Sim, Emily (Alexis Bledel) e Janine (Madeline Brewer)! O encontro de ambas com June é um dos momentos que mais esperava mas não foi só isto. A protagonista, num ato de coragem e rebelião, decide dizer o seu nome. Este ato, é repetido por todas as servas numa cena linda de mais e, mais unidas que nunca, dão-nos um gostinho do que poderá vir aí, agora que a esperança foi restabelecida.

Certamente que nem tudo será um mar de rosas daqui para a frente, mas acredito, tal como elas, que haja uma luz ao fundo do túnel. Terem finalmente separado a pessoa que cada uma delas é da escrava que o regime criou, foi um ato tão simples mas cheio de poder, que nos demonstra que o ditado “A união faz a força” nunca fez tanto sentido. GO GIRLS! 

Leiam o Frame by Frame anterior, aqui.

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Certamente que nem tudo será um mar de rosas daqui para a frente em The Handmaids Tale, mas acredito, tal como elas, que haja uma luz ao fundo do túnel. Terem finalmente separado a pessoa que cada uma delas é da escrava que o regime criou, foi um ato tão simples mas cheio de poder.

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